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Villalba assume papel de liderança, mas divide responsabilidades no Cruzeiro

Zagueiro argentino, de 29 anos, disse que vai contribuir dentro e fora do campo, mas sem desrespeitar hierarquia

Em processo de reconstrução no futebol brasileiro, o Cruzeiro aposta em uma mescla entre jogadores jovens e mais experientes no time titular. Em sua coletiva de apresentação, o zagueiro Lucas Villalba, de 29 anos e 1,77m, destacou que pretende ser uma liderança técnica no vestiário do novo clube. No entanto, o argentino seguirá uma hierarquia.

“Temos muitos jogadores experientes aqui, seja na Europa ou no México, cada um com sua carreira. A partir disso, entendo que essa liderança é nata de cada um. Há alguns que não têm. Eu venho para contribuir e somar. Estarei à disposição deles [dos líderes do vestiário] e de todo o grupo. No que precisarem de mim, vou tentar contribuir. Nunca vou passar uma linha de respeito”, afirmou.

Segundo Villalba, como o calendário do futebol brasileiro é bastante apertado, o Cruzeiro deverá oportunizar todo o elenco em 2024. Com isso, os jogadores mais experientes poderão ajudar no processo de formação dos mais jovens.

“Cada um no seu lugar e com as funções que representam, vamos tentar que todos contribuam. Para chegar no jogo, no treino, acompanhar os meninos e aproveitar as possibilidades de disputar um torneio internacional. No Brasil, jogam 70, 80 vezes. Isso possibilita que o time tenha rodagem, que possam jogar os mais experientes e os mais jovens. Ter um equilíbrio para assumir riscos em partidas importantes. Seja com os dois Lucas, com Rafa, mantendo uma linha de respeito”, complementou.

Adaptação com a segunda ‘La Banda’

Com o elenco reformulado, o Cruzeiro formou uma segunda “La Banda” em sua história recente. Além do técnico argentino Nicolás Larcamón, a diretoria apostou em outros estrangeiros para fazer boas campanhas na Série A do Campeonato Brasileiro e na Copa Sul-Americana.

Há sete anos, o Cruzeiro tinha quatro gringos no plantel: os argentinos Lucas Romero, Ariel Cabral e Ramón Ábila e o uruguaio Giorgian de Arrascaeta. Juntos, eles foram campeões da Copa do Brasil sob o comando de Mano Menezes. Carinhosamente, foi criado o apelido de “La Banda” pelos estrangeiros.

No ano seguinte, em 2018, quando o Cruzeiro também foi campeão da Copa do Brasil, Ábila deixou Belo Horizonte e foi substituído pelo também argentino Hernán Barcos.

Já em 2024, uma nova turma de gringos se formou. Além do colombiano Helibelton Palacios, o clube contratou os argentinos Lucas Romero, Lucas Villalba, Juan Ignacio Dinenno e Álvaro Barreal, além do equatoriano José Cifuentes.

Na coletiva de apresentação, Villalba ressaltou que esse entrosamento entre os gringos facilita muito no processo de adaptação.

“Na Argentina, por exemplo, se corre demais. A preparação é correr, correr. No Brasil, pela quantidade de jogos, é mais força. Então, tomo um mate, um café. Estou aprendendo que o futebol é dentro, mas também fora [das quatro linhas] ao gerar proximidades, relações. No jogo, somos 11, somos uma família. É o que vai nos unir para enfrentar qualquer jogo. Tenho 29 anos e ainda preciso aprender coisas do Brasil e de seus jogadores. Algo posso contribuir”, encerrou.

Villalba no Cruzeiro

No último domingo (25), Villalba estreou pelo Cruzeiro na vitória contra o Pouso Alegre, em Uberlândia, pela 7ª rodada do Campeonato Mineiro.

Reforço para a defesa, ele foi emprestado pelo Argentinos Juniors até o final da temporada.

Carreira de Villalba

Lucas Villalba foi revelado pelo Independiente, da Argentina, e passou por Atlético Tucumán, Huracán e Aldosivi no país.

Pelo Argentinos Juniors, Villalba fez 136 partidas, marcou cinco gols e anotou oito assistências. O defensor deixou o Argentinos Juniors depois de quatro temporadas no clube.

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Leonardo Garcia Gimenez é repórter multimídia na Itatiaia. Natural de Arcos-MG e criado em Iguatama-MG. Passou também pela Record Minas.
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