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D’Alessandro revela o real motivo de sua saída do Cruzeiro

Argentino ocupava o cargo de coordenador de futebol e fazia ‘ponte’ entre jogadores, treinadores e diretoria

D'Alessandro. ex-dirigente do Cruzeiro

D’Alessandro chegou ao Cruzeiro em março, mas deixa o clube após nove meses de trabalho

Staff Images/Cruzeiro

O Cruzeiro sofreu a primeira baixa em sua diretoria com a saída de Andrés D’Alessandro. O argentino, agora ex-coordenador de futebol celeste, deixou o clube após o término do Campeonato Brasileiro, e explicou os motivos de seu desligamento do clube.

“Foi difícil. A gente coloca em risco algumas coisas. Sempre que mudei de clube, na Europa, Argentina, Brasil, sempre levei a família. A gente concentra muito, mas sempre a família tá em casa. Esse ano foi diferente. Chegava em casa e estava sozinho. Isso foi difícil. Mas esse desafio de não estar com a família não volta a se repetir”, explicou D’Alessandro, em entrevista à TV Globo.

D’Alessandro disse que gostaria de ter ficado no Cruzeiro, mas ficar longe da família era um fator complicador importante.

“Decisão exclusivamente familiar. Não vale a pena sem a família. É difícil, muito difícil. Expliquei ao Cruzeiro, e eles entenderam. Mas não poderia deixar de aprender num clube tão grande. Quando recebi a ligação do Ronaldo (...) Gostaria de ter essa continuidade no clube. Acredito que (2024) vai ser um ano melhor que esse ano. É pura e exclusivamente uma questão familiar. Passei o ano sem família, que viajou muito para Porto Alegre. O clube me deu essa possibilidade, porque meus três filhos ficaram lá. Tenho dois adolescentes e um menor, que foi quem mais que sofreu”, completou.

O ex-jogador vai continuar no futebol, mesmo longe do Cruzeiro. D’Alessandro comentou sobre o trabalho que exercia na Toca II.

“Eu gostei (do cargo de coordenador de futebol), é uma coisa que eu continuaria fazendo. A longo prazo, não sei. Continuo sonhando com algumas coisas no futebol. Pode ser treinador, presidente... a gente não sabe. Futebol é uma arma muito grande. Às vezes, a gente não sabe o que significa o futebol. O futebol ainda me dá muitas coisas. Me gera tristeza e alegria. Esse ano foi muito marcante”, falou.

Guilherme Piu é jornalista esportivo com experiência multiplataforma: digital, revista, rádio e TV. Tem dois livros publicados e foi premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior, dentre eles o Cinefoot. Cobriu grandes eventos, como Copa do Mundo, Olimpíada, Copa América e torneios de futebol. Passou por Hoje em Dia, Uol e Revista Placar.
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