A Vivo Keyd Stars iniciou a Copa CBLOL 2026 com vitória e derrota no mesmo dia. Atual campeã brasileira de League of Legends, a equipe superou a paiN Gaming na estreia, mas acabou derrotada pela LOS na sequência, neste sábado (17), na Riot Games Arena, em São Paulo.
Em entrevista exclusiva à Itatiaia, o atirador Morttheus avaliou os dois compromissos do sábado (17) e comentou tanto o impacto das mudanças nos adversários quanto o momento de adaptação da própria Keyd, que passa por uma transição importante na rota inferior.
Vitória sobre a paiN e impacto das mudanças
Na abertura da temporada, a Vivo Keyd Stars venceu a paiN Gaming, que entrou no campeonato sem TitaN Lima e com Marvin como titular. Para Morttheus, o cenário já indicava um confronto mais controlado.
Segundo o ADC, a troca na paiN influenciou diretamente o desempenho coletivo da equipe adversária. “Fizemos poucas scrims contra a paiN. Eles passaram por essa mudança, e isso impacta, eu já esperava que seria um jogo mais tranquilo”, disse.
Derrota para a LOS expõe falhas pontuais
Horas depois, a Keyd voltou ao Rift e acabou superada pela LOS, equipe que retorna à elite nacional e fechou o dia com vitória sobre a campeã. Morttheus reconheceu o mérito do adversário, mas apontou falhas claras de execução por parte da VKS.
De acordo com o jogador, a equipe não respeitou corretamente os tempos e movimentos da LOS, especialmente no controle de turnos, o que custou caro.
“A LOS realmente tem muito talento, e tem muito mérito deles, mas também tem demérito nosso. Não respeitamos muito o turno do adversário e esse foi nosso erro, esperamos consertar isso na próxima semana”, afirmou o jogador.
Nova botlane e adaptação com Kaiwing
Além dos resultados, a estreia marcou oficialmente a nova formação da botlane da Keyd. Com a saída de Trymbi, a equipe apostou na chegada de Kaiwing, mudança que, segundo Morttheus, altera não só o estilo de jogo, mas também a dinâmica de comunicação.
Enquanto Trymbi tinha um perfil mais reservado no dia a dia, Kaiwing se mostra mais direto e comunicativo dentro da equipe, especialmente em situações de desconforto ou tomada de decisão. No Rift, o suporte apresenta um estilo mais agressivo, característica que tem facilitado a sinergia, segundo o atirador.
Kaiwing fez sua estreia com a camisa da Vivo Keyd Stars
“O Trymbi é um cara muito mais fechado, ele era muito tranquilo e sociável, mas era mais fechado em relação ao que ele pensava ou sentia. O Kaiwing é mais aberto, é bem legal, se tem algo que ele não gosta ele fala. Ambos são grandes jogadores, o Kaiwing tem um estilo bem agressivo e eu acho que tem dado super certo nossa sinergia”, ponderou.
Comunicação ainda em evolução
A adaptação, porém, segue em andamento. Morttheus revelou que o inglês de Kaiwing continua em desenvolvimento, o que levou a comissão técnica a priorizar inicialmente conceitos básicos de comunicação em jogo.
“O inglês dele (Kaiwing) ainda não é bom, ele chegou e focamos muito mais em ensinar o básico dentro do jogo. Hoje ele conseguiu falar muito bem o básico, mas ainda não sabe as coisas mais avançadas”, revelou.
Favoritismo mantido?
Mesmo com a derrota no segundo jogo do dia, o discurso interno da Vivo Keyd Stars segue alinhado à condição de atual campeã. Para Morttheus, a equipe continua entre as principais candidatas ao título da CBLOL em 2026.
“Creio que ainda somos sim os favoritos e temos tudo para ganhar”, finalizou.