Astro da NBA critica colegas por acordos com empresas de apostas: 'Muito triste'
Victor Wembanyama, pivô do San Antonio Spurs, falou sobre o tema em entrevista durante pré-temporada da NBA

Capa do principal jogo de videogame da NBA e um dos jogadores mais badalados da liga, Victor Wembanyama classificou como 'muito triste' os acordos de patrocínio entre jogadores e empresas do 'mercado de previsão'. O francês, patrocinado pela Nike e que não tem acordo com esse segmento de empresa, falou sobre o tema durante a pré-temporada do San Antonio Spurs.
O jogador foi perguntado se faria um acordo semelhante aos assinados por Lebron James e Giannis Antetokounmpo. Os dois contam com patrocínios das empresas Polymarket e Kalshi, respectivamente, no segmento de 'previsão'.
"Absolutamente não. Eu nunca farei isso (patrocínios com esse segmento). Honestamente, eu acho muito triste ver alguns jogadores promovendo isso. Cada um faz o que quer, mas eu não vou fazer", declarou em entrevista.
"Tem a dimensão do dinheiro no passado, mas agora não mais. Mesmo com essas falas, eu recusei muito, muito, muito dinheiro que eu já ganhei por coisas que não eram compatíveis com meus valores. Agora eu quero promover coisas que tenham bom impacto e boa influência no mundo, com quem eu possa compartilhar mensagens e valores", finalizou.
Empresário do jogador, Jeremy Medjana revelou que há uma preocupação de Wembanyama com as empresas que se alinha. Em entrevista ao The Athletic, Medjana rechaçou acordos com empresas como a Coca Cola.
"Nós não vamos misturar nossa imagem com refrigerantes... tipo a Coca Cola. Todos querem, mas o Victor nunca fará propaganda de refrigerantes porque ele não quer prejudicar as crianças", destacou.
Proibição no Brasil
A atuação das empresas de aposta está proibida, desde o dia 25 de setembro, pelo Governo Federal, por meio de uma Medida Provisória. A decisão do governo brasileiro atinge diretamente os clubes de futebol, que atualmente mantêm diversos contratos comerciais com casas de apostas. Segundo levantamento da consultoria Convocados, as empresas do setor investem cerca de R$ 1,03 bilhão por ano em patrocínios na Série A do Campeonato Brasileiro.
A decisão do governo brasileiro atinge diretamente os clubes de futebol, que atualmente mantêm diversos contratos comerciais com casas de apostas. Além disso, há investimentos consideráveis em outros clubes, modalidades esportivas e propriedades comerciais, como os direitos de nome (naming rights) de estádios e competições.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.



