Projeto “Candonguêro – Era Uma Vez um Carnaval” está novamente na rua
Há mais de 15 anos movimentando Ouro Preto, eles retornam em 2023 pra celebrar a festa de Momo após dois anos de pandemia

“Vá ao Largo da Alegria, Candonguêros estão lá, ensinando a quem não sabe, o verbo ouropretar”. Cantado com fervor por foliões, o célebre samba do compositor ouro-pretano Edmundo Guedes anuncia que durante o carnaval em Ouro Preto, uma parada sempre se fez obrigatória. Localizado no centro da cidade histórica, o Largo da Alegria, se tornou ponto referência do carnaval ouro-pretano.
Responsável por arrastar milhares de pessoas ao famoso Largo, o projeto Candonguêro: era uma vez um carnaval, movimenta o carnaval da Região dos Inconfidentes. Em 2015 se apresentou em diversas cidades do estado, além de aquecer o pré-carnaval da Banda Mole, em Belo Horizonte.
Histórico
Formado por um grupo de artistas da cidade de Ouro Preto, o projeto Candonguêro – era uma vez um carnaval foi criado com o objetivo de reviver o romantismo e a poesia dos carnavais de outrora, a partir de apresentações musicais, performances cênicas e desfiles de bonecos gigantes, homenageando personagens, escolas de samba e blocos tradicionais da antiga capital de Minas, Vila Rica.
Do frevo ao samba, além de valorizar a experiência do carnaval, o projeto difunde também a música popular brasileira – própria do universo carnavalesco – e o cancioneiro de artistas e compositores de Ouro Preto, colocando em cena nomes nacionalmente conhecidos como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e Lenine, lado a lado dos ouro-pretanos Edmundo Guedes, Jorge Adílio, Seu Walter das Latinhas, Vicente Gomes e Vandico. Este último que teve uma de suas canções gravadas pelo cantor e compositor Marcelo Camelo.
Até a concepção final do espetáculo, o projeto passou por intensa pesquisa histórica e sociológica, procurando entender a poética do carnaval ouro-pretano, o que realmente fez do carnaval da cidade uma festa única, suas particularidades e características. Nesse caminho, a figura folclórica de Bené da Flauta tornou-se um símbolo do Candonguêro. Andarilho, ermitão, músico e escultor, Bené era um bardo às avessas. Tendo vivido em Ouro Preto até meados da década de 1970. O personagem é hoje um dos grandes homenageados do projeto, com um Boneco de 4 metros de altura, que aparece para brincar o carnaval com os foliões.
“O Candonguero foi criado levando-se em consideração a ideia de rememorar e legitimar a tradição carnavalesca de Ouro Preto, a partir da construção de um ambiente que caracterize o som, a cultura e as pessoas da cidade. A inspiração foi Ouro Preto cidade cosmopolita, capital do carnaval do interior de minas. Diz Chiquinho de Assis, compositor, arranjador e diretor musical do projeto.
Esse ano o projeto Candonguêro – era uma vez o carnaval está dividido em três vertentes: shows durante o carnaval e o pré-carnaval Circuito do Samba Candonguêro.
O carnaval do Candonguêro tem início com o Circuito do Samba Candonguero. Realizado há mais de 15 anos anos em Ouro Preto, consolidou-se como o mais aguardado pré-carnaval da cidade, momento de encontro entre moradores, estudantes e turistas de várias gerações.
Contemplando largos, praças e museus, na sede e nos distritos o Circuito do Samba é fenômeno de público na cidade, levando milhares de pessoas em suas apresentações.
A agenda do Circuigo Candonguêro será:
11/02 às 18h no Largo Santa Luzia em Cachoeira do Campo.
12/02 às 17h no Largo do Rosário em Ouro Preto.
15/02 às 20h no Museu Boulieu em Ouro Preto.
Durante o Carnaval, o Candonguêro se apresentará: sexta-feira 17/02 às 23h no Largo da Alegria em Ouro Preto.
Domingo 19/02 às 22h na Praça Tancredo Neves em Mariana
Segunda-feira 20/02 às 20h na Praça Gomes Freire em Mariana
Terça-feira 21/02 às 23h no Largo da Alegria em Ouro Preto
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