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Oliver Tree deixou testamento antes de morrer: ‘Nem um centavo para minha família’

Dois meses antes de acidente, cantor revelou ter criado uma fundação filantrópica para apoiar artistas

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Oliver Tree morreu após colisão entre helicópteros no Rio de Janeiro
Oliver Tree morreu após colisão entre helicópteros no Rio de Janeiro • Divulgação

O cantor e produtor Oliver Tree revelou há pouco menos de dois meses que tomou a decisão de não deixar seu dinheiro para sua família. Em entrevista concedida durante participação no podcast Zach Sang Show, ele detalhou seu plano para quando morresse.

“Não acredito que nenhuma riqueza ou coisa gerada por ela seja minha. Já deixei claro em meu testamento que, quando eu morrer, ninguém da minha família receberá um centavo, nada”, afirmou.

Ainda de acordo com seu relato, Oliver explicou que gostaria que o dinheiro dele fosse mandado de volta para artistas, como forma de apoiar quem está começando uma carreira.

“A ideia é que, quando eu morrer, todo o dinheiro volte para os artistas. Criei uma fundação, chama-se Bolsas de Arte para Jovens Gênios do Dr. Oliver Tree. Foi estruturada de forma que, basicamente, os juros gerados pela minha música serão a principal fonte de financiamento", explicou.

Por fim, o cantor fez uma reflexão sobre o quanto as pessoas valorizam mais as outras quando elas morrem. “Quando eu morrer, as pessoas finalmente vão apreciar meus vídeos estúpidos, minhas músicas estúpidas. É quando as pessoas aprendem a apreciar. Normalmente, os artistas valem mais quando morrem”, desabafou.

A morte de Oliver Tree

Oliver Tree foi uma das seis vítimas da colisão entre dois helicópteros, que matou também o piloto das duas aeronaves e outros três passageiros.

O acidente ocorreu por volta das 9h sobre uma área localizada no cruzamento da Avenida das Américas com as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.

O local, que anteriormente abrigava uma igreja, é atualmente utilizado pela montadora BYD para armazenamento de veículos elétricos e híbridos.

Com a queda da aeronave que seguia para Angra dos Reis, houve uma explosão seguida de um incêndio de grandes proporções. As chamas atingiram dezenas de veículos estacionados no pátio e provocaram uma espessa nuvem de fumaça escura.

De acordo com informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as duas aeronaves possuíam certificados de aeronavegabilidade válidos e estavam autorizadas a operar.

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.