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Miss Grand Brasil: a atitude tomada pela organização após ameaças de morte no concurso

Evandro Hazzy, CEO do Miss Grand Brasil, pretende acionar à Justiça sempre que houver necessidade

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Teresa Yuphayao Chaivisut, Nawat Itsaragrisil, Evandro Hazzy e Luciana Fuster (Miss Grand International 2023) • Reprodução | Redes sociais

Talita Hartmann, Miss Grand Brasil 2024, sofreu diversas ameaças de morte logo após ser coroada no ano passado. O forte relato foi dado à reportagem da Itatiaia na mesma época. Na edição de 2025, que tem final marcada para 6 de julho, Evandro Hazzy, CEO do concurso, explicou como a franquia pretende agir para resguardar a saúde mental das candidatas.

"É muito importante a gente lutar pela saúde mental das candidatas, assim como dos concursos de diferentes franquias. O mundo digital hoje se tornou muito doente. Pessoas deixaram de torcer e se tornaram haters", reflete Hazzy.

"Quando a Talita foi eleita, ela foi odiada no primeiro momento. Depois a gente mostrou muito trabalho e excelência, e ela se tornou amada. Foram anos de trabalho e eu consegui sempre uma boa classificação internacional pela minha experiência", segue ele, que levou a gaúcha ao TOP 5 do concurso.

O CEO destaca que, assim como os ataques, surgem as notícias falsas envolvendo a candidata e, até mesmo, a própria franquia. Isso aconteceu, inclusive, com ele.

"Busquei os meus direitos após duas páginas me atacarem de forma grosseira, inclusive sobre a minha forma física, sobre a minha forma de ser, de pensar, de agir, a minha orientação sexual, que só diz respeito a mim. E a internet tem regras, não é uma terra sem lei", pontua.

Depois do ocorrido, ele procurou uma delegacia de crimes virtuais e registrou boletim de ocorrência. "Após 60 dias de investigação, acharam os criminosos [...] Uma página foi derrubada e a outra recebeu notificação de que não pode usar meu nome sob pena de prisão de 5 anos."

"Graças a Deus a gente mostrou força e eu vou lutar cada vez mais para as outras páginas também respeitarem, não só a mim, mas as candidatas e ao concurso", declara Hazzy sobre medidas que deverão ser tomadas sempre que houver necessidade.

Outros dois processos ainda estão em andamento. "Nós vamos notificar esses indivíduos através de um processo criminal, onde eu quero penalizar e buscar os meus direitos. Sobre essas duas pessoas que foram notificadas, eu tenho o CPF, o nome completo e eu quero Justiça. É isso que eu quero no mundo miss para exigir respeito", encerra ele.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.