Mila Seidl faz forte desabafo um mês após morte de Lito Sousa
Mila Seidl, viúva do influenciador Lito Sousa, publicou um desabafo sobre as dificuldades que tem enfrentado durante o luto pela morte do marido; ela afirmou que se sente sozinha ao ver outras pessoas seguindo a própria vida

Um mês após a morte do influenciador Lito Sousa, que morreu vítima da rápida progressão da Creutzfeldt-Jakob, a viúva Mila Seidl fez um desabafo em suas redes sociais e falou sobre suas vivências com o luto.
No início do vídeo publicado neste domingo (1), a influenciadora falou sobre o sentimento de solidão ao ver que as pessoas já começaram a seguir as próprias vidas, enquanto ela está tentando passar pelos dias de forma arrastada.
“É engraçado que a vida volta ao normal para todo mundo. E mesmo aquelas pessoas que amam muito, eu não duvido que essas pessoas amem muito, mas eu me sinto sozinha nisso, sabe? Porque, para mim, foram dias arrastados. 30 dias que eu não sei como cheguei até aqui. Não sei como sobrevivi a esses 30 dias", desabafou.
Mila explicou que até mesmo realizar tarefas comuns do dia-a-dia foi difícil. Ela chegou a dizer que não é forte e que foi tudo mais complicado do que ela achou que seria. “Foi difícil vezes respirar. Foi difícil levantar. Foi difícil comer. Foi difícil fazer tudo o que para vocês pareceu que foi fácil. Eu tenho muita disciplina. Eu aprendi isso com Luto. Comprometimento. Mas não estava sendo fácil. E eu não sou forte”, explicou.
A influenciadora falou também que durante esse um mês do falecimento do marido ela experimentou estar no papel de vilã e de heroína. Ela disse que, mesmo que as pessoas a coloquem nestes papéis, ela é só alguém comum tentando se encontrar novamente sem o marido.
“E eu preciso dizer, o luto, ele tem sido um tema constante aqui na minha conta pessoal, e não tem como ser diferente, porque é o que eu tô vivendo. É o que eu tô vivendo. É o que eu estou sentindo. É o que está fazendo a minha história agora. Então, eu não tenho como falar, não falar disso, ou fingir que tá tudo bem, quando nunca tudo bem (...) O luto é uma dor que dói a alma. Dói o corpo”, disse.
Em outro momento, Mila Seidl explicou que as lembranças do marido se tornaram uma forma de aliviar a saudade, mas, ao mesmo tempo, uma fonte de sofrimento. Ela citou objetos e situações cotidianas que a fazem recordar a presença de Lito.
"A lembrança é a única coisa que sobra de uma pessoa que perdeu alguém que ama. É a única coisa que sobra, você se apega muito nela. Qualquer pessoa que perdeu alguém que ama volta aí no WhatsApp para ler as últimas mensagens, para escutar os últimos áudios todos os dias", contou.
Por fim, Mila disse que a saudade ainda dói e que mesmo cercada de pessoas que a amam, ela ainda se sente sozinha. “Por enquanto, para mim, a saudade é carregada de dor, de ausência e da lembrança de coisas maravilhosas que eu vivi que eu nunca mais vou ter. Então isso dói, ainda me dói muito. Quando as pessoas me falam, eu custo acreditar. Todo dia quando eu acordo, eu tô sentindo isso, eu custo acreditar. Mas aí a rotina me mostra que é a verdade. Quando você encontrar alguém que tá passando por isso, entenda, ela tá sofrendo muito, mesmo que não pareça, mesmo que ela não fale. Mas eu me sinto uma pessoa cercada de gente que me ama, experimentando uma solidão”, finalizou.
Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



