Itatiaia

Gloria Steinem, ícone do feminismo, morre aos 92 anos em Nova York

Gloria Steinem foi uma das principais figuras do movimento feminista nos Estados Unidos e uma das vozes mais influentes na luta pelos direitos das mulheres

Por
Gloria Steinem morreu aos 92 anos
Gloria Steinem morreu aos 92 anos • ARTURO HOLMES / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

A ativista e jornalista Gloria Steinem, uma das principais vozes na luta pelos direitos das mulheres, morreu nessa quarta-feira (2), aos 92 anos. A morte foi anunciada nesta quinta-feira (3) pela fundação que leva seu nome, nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada.

“Ontem, Gloria Steinem faleceu pacificamente em sua casa, na cidade de Nova York, cercada por algumas das muitas pessoas que a amavam. Os quase 100 anos de vida de Gloria foram bem vividos, e ela continuou trabalhando pela igualdade até o fim”, diz um trecho da publicação.

Gloria Steinem foi uma das principais figuras do movimento feminista nos Estados Unidos e uma das vozes mais influentes na luta pelos direitos das mulheres ao longo do século 20. Jornalista, escritora e ativista, ela ganhou projeção nacional a partir dos anos 1960, quando passou a abordar em reportagens temas como desigualdade de gênero, discriminação no mercado de trabalho e direitos reprodutivos.

Nascida em 25 de março de 1934, em Toledo, Ohio, Gloria Steinem estudou no Smith College e começou a carreira como jornalista. No início dos anos 1960, trabalhou como repórter e escreveu sobre temas considerados controversos para a época. Em 1963, ganhou notoriedade ao publicar uma reportagem após trabalhar disfarçada como garçonete na Playboy Club, em Nova York, experiência que revelou as condições enfrentadas pelas mulheres que trabalhavam no local.

Na década de 1970, Steinem se consolidou como uma das principais líderes da chamada segunda onda do feminismo. Em 1972, ajudou a fundar a revista Ms., publicação voltada a questões femininas que se tornou referência no debate sobre direitos das mulheres. A jornalista também participou da criação de organizações como o National Women's Political Caucus, voltado à ampliação da participação feminina na política.

Ao longo da carreira, defendeu pautas como igualdade salarial, acesso ao aborto, combate à violência contra a mulher e maior presença feminina nos espaços de poder. Steinem também se tornou uma importante articuladora política e participou de campanhas em defesa dos direitos civis e da igualdade racial.

Autora de livros como My Life on the Road e Revolution from Within, Gloria Steinem permaneceu ativa no debate público durante décadas. Seu trabalho ajudou a transformar questões antes tratadas como assuntos privados em temas centrais da política e da sociedade americana.

Reconhecida internacionalmente por sua atuação, Steinem recebeu diversas homenagens e prêmios ao longo da vida. Sua trajetória a transformou em um dos principais símbolos do feminismo contemporâneo e em uma referência para gerações de mulheres que passaram a ocupar espaços no jornalismo, na política e em movimentos sociais.

 

Por

André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.

 

 

Belo Horizonte