Com doença grave, Lito Sousa deixa hospital e seguirá cuidados em casa
Residência precisou passar por adaptações para atender às necessidades atuais de Lito, já que a doença pode afetar as funções cognitivas e os movimentos

O criador de conteúdo sobre aviação Lito Sousa, de 59 anos, deixou o Einstein Hospital Israelita, nessa terça-feira (1º), e seguirá o tratamento da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) em casa. A informação foi confirmada pela esposa dele, Mila Seidl, à coluna Splash, do UOL.
Segundo ela, a residência precisou passar por adaptações para atender às necessidades atuais de Lito, já que a doença pode afetar as funções cognitivas e os movimentos. Mila ressaltou, porém, que a volta para casa não deve ser considerada uma “alta hospitalar”.
“A gente chegou ontem. A casa passou por muitas outras preparações, porque ele não está de alta hospitalar. Então, a casa tem que se mostrar segura o suficiente para manter o mesmo padrão de atendimento, de suporte que ele teria no hospital”, relatou.
“É óbvio que, em casos de intercorrência, ele vai para um hospital. Mas, para os cuidados do dia a dia, do suporte, de todas as necessidades, a gente precisou trazer tudo isso que existe dentro de um ambiente hospitalar para ficar dentro de casa”, completou.
Na entrevista, Mila contou que os dois ainda estão se adaptando à nova rotina e afirmou que Lito terá acompanhamento integral de profissionais de saúde.
“Mas ele já está em casa. A gente ainda está num processo de adaptação porque é muito difícil quando você está num ambiente hospitalar, que tem muita segurança, e aí você vem para casa. É claro que tem o conforto de casa, mas tem aquele receio, o medo de ‘ah, será que eu vou dar conta? Será que vai dar certo?’. A gente tem dois enfermeiros a cada turno. Então, por dia, são quatro enfermeiros para dar todo o suporte para a gente”, explicou.

Gastos
De acordo com Mila, os gastos com os equipamentos necessários para receber Lito em casa ficaram por conta do convênio, enquanto a família custeou a parte que “não compete a eles”. Ela contou que o andar térreo da residência agora conta com uma estrutura preparada para o atendimento domiciliar.
Gravidade da doença
A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma condição neurológica rara, degenerativa e de rápida evolução. Atualmente, não há cura para a doença. A condição provoca uma perda progressiva das funções neurológicas e pode levar o paciente a perder a capacidade de andar, comer, falar e realizar atividades básicas do cotidiano.

André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.



