Belo Horizonte
Itatiaia

Filho de Zé Vaqueiro, internado desde que nasceu, tem piora e mãe desabafa: 'É muito difícil'

Nesta segunda-feira (29) o pequeno Arthur teve queda de saturação e ficou 'todo roxinho', segundo a mãe Ingra Soares

Por
Fotos do filho de Zé Vaqueiro e Ingra Soares que nasceu com Síndrome de Patau
Internado desde que nasceu, mãe relata piora no estado de saúde de filho com Zé Vaqueiro • Reprodução/ Redes sociais

A influenciadora Ingra Soares, esposa de Zé Vaqueiro, desabafou nas redes sociais nesta segunda-feira (29), sobre o estado de saúde de seu filho com o cantor. O pequeno Arthur, de 6 meses, está internado na UTI desde que nasceu. O caçula do casal foi diagnosticado com síndrome de Patau, uma malformação congênita decorrente da síndrome da trissomia do cromossomo 13.

Nesta segunda (29), Ingra foi visitar o filho e contou que o pequeno passou mal em seus braços. 'Estava tudo bem, fui colocar ele para dormir e a saturação dele caiu, passou mal e ficou todo roxinho', contou a mãe aos prantos.

Nas redes sociais, a esposa de Zé Vaqueiro relatou a dor que sente ao ver o filho passar mal.

A influenciadora e o cantor Zé Vaqueiro também são pais de Daniel, 3 anos. Ingra também é mãe de Nicole, de 13 anos, de um relacionamento anterior.

Visita no hospital

Entenda a doença do filho de Zé Vaqueiro

Arthur nasceu no dia 27 de julho com uma má-formação congênita associada à síndrome da trissomia do cromossomo 13, mais conhecida como síndrome de Patau, uma condição rara que afeta um em cada quatro mil nascimentos.

“A condição é raramente herdada geneticamente dos pais. Ela ocorre, na maioria das vezes, por acidentes genéticos”, explica o geneticista Marcos Aguiar, professor aposentado de pediatria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e criador do serviço de genética do Hospital das Clínicas.

Dentre os principais efeitos no desenvolvimento das crianças afetadas pela trissomia do cromossomo 13, Aguiar destacou: má formação do sistema nervoso central, dedos a mais (polidactilia), defeito no fechamento da parede abdominal (onfalocele), olhos muito pequenos (microftalmia), alterações no nariz, fendas labiais e paladina e má formação cardíaca.

“O desenvolvimento dessas crianças, muitas vezes, leva ao aborto. No entanto, quando o bebê nasce ele pode ter muitas anormalidades que podem levar ao óbito antes de um mês. O quadro clínico de crianças com síndrome é variável, e algumas podem ter uma vida mais longa”, esclarece o médico.

O geneticista também explicou que crianças com o diagnóstico podem ter atrasos graves no desenvolvimento, devido à má formação do sistema nervoso. Por isso, elas, normalmente, irão precisar de fisioterapia, de terapia ocupacional e de fonoaudiologia.

Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.

Por

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde