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Entenda por que o cantor sertanejo Eduardo necessita de doação de sangue contínua

Equipe do cantor sertanejo fez apelo para que doações de sangue não parem; médica hematologista Dra. Yara Abrão Vasconcelos Vivas explica situação

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Eduardo foi diagnosticado com leucemia
Eduardo foi diagnosticado com leucemia • Divulgação

O cantor sertanejo Eduardo, de 38 anos, precisará de doação de sangue por tempo indeterminado. A médica hematologista Dra. Yara Abrão Vasconcelos Vivas explica o motivo de pacientes com Leucemia Promielocítica Aguda (LPA) necessitarem de transfusões contínuas.

À Itatiaia, a médica destaca que "a leucemia aguda por si só causa anemia e plaquetas baixas", e prossegue: "A medida que tratamos a doença, destruímos as células doentes com os medicamentos e quimioterapia".

Por este motivo, se faz necessária "transfusões de concentrados de hemácias e plaquetas". A hematologista esclarece: "Na LPA, especificamente, temos que manter o fibrinogênio alto e as plaquetas acima de um limite, para evitar sangramentos relacionados a esta leucemia. Então a transfusão de plaquetas costuma ser maior que outras leucemias".

Eduardo necessita de doação de sangue

O cantor sertanejo Eduardo, que faz parte da dupla Derick e Eduardo, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas em Goiânia (HC UFG). No entanto, a equipe do artista disse à Itatiaia nesta terça-feira (11) que ele necessitará de doação de sangue por tempo indeterminado.

De acordo com a assessoria da dupla, a doação de sangue e plaquetas alcançou milhões de visualizações, no entanto, o "estoque de plaquetas exige fluxo contínuo".

Caravanas de cidades goianas, entre elas, Pires do Rio, Orizona e Aurilândia, estão sendo realizadas para doação de sangue em prol da recuperação do cantor. "O tratamento ainda requer muitos cuidados, esse início ainda é considerado crítico", destacou.

Eduardo está "consciente e respondendo de forma estável ao início do tratamento contra a Leucemia Promielocítica Aguda (LPA). No entanto, precisamos reforçar um alerta importante: as doações não podem parar. O tratamento dele exige transfusões diárias e contínuas. Como as plaquetas coletadas têm validade de apenas 5 dias no banco de sangue, o fluxo constante de novos voluntários é vital para manter o quadro dele estável."

Como doar?

As doações devem ser feitas no Banco de Sangue do Hospital das Clínicas da UFG, informando o nome Alcemir da Luz Carlos Filho (que é o registro de nascença de Eduardo).

Requisitos para doação de sangue:

  • Ter idade entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos acompanhado do responsável legal; maiores de 59 anos precisam ter realizado ao menos uma doação durante a vida);
  • Pesar no mínimo 50kg;
  • Documento oficial impresso ou digital com foto;
  • Estar alimentado 2h antes da doação;
  • Evitar alimentos gordurosos no dia da doação.

O que é Leucemia Promielocítica Aguda (LPA)

A LPA é um subtipo de leucemia mieloide aguda (LMA) e representa cerca de 5% a 13% dos casos de LMA em adultos. “O principal risco no início da doença é a coagulopatia grave, que pode provocar sangramentos potencialmente fatais já no momento do diagnóstico. Por isso, o reconhecimento rápido da LPA e o início imediato do tratamento são fundamentais”, explica a médica hematologista Dra. Yara Abrão Vasconcelos Vivas.

A especialista ressalta que, apesar da agressividade da doença, a LPA apresenta uma das maiores taxas de cura entre as leucemias agudas quando o diagnóstico e o tratamento são realizados rapidamente.

Entre os principais sintomas estão:

  • Cansaço, palidez e falta de ar aos esforços, que podem estar relacionados à anemia provocada pela redução dos glóbulos vermelhos;
  • Febre persistente e maior frequência de infecções, devido à redução das células de defesa normais;
  • Suor noturno intenso, que pode chegar a molhar a roupa de cama;
  • Manchas roxas na pele e pequenos pontos vermelhos, conhecidos como equimoses e petéquias;
  • Sangramento nas gengivas ou pelo nariz;
  • Aumento do fluxo menstrual;
  • Outros sangramentos que não tenham uma causa aparente.
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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

 

 

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