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Ministério da Justiça entra com ação para alterar filme sobre Elize Matsunaga

Ministério pediu que a classificação indicativa do filme fosse alterada no streaming

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Cenas do filme 'Elize Sombras de uma Mulher'
Cenas do filme 'Elize Sombras de uma Mulher' • Ana Clara Pazian | Netflix

O Ministério da Justiça entrou com uma ação contra a Netflix para solicitar que a classificação indicativa do filme “Elize: Sombras de uma Mulher”, que conta a história do crime cometido por Elize Matsunaga, fosse alterada.

Inicialmente, o filme foi lançado na plataforma de streaming com classificação de 16 anos, que segundo o site do governo significa que a obra pode apresentar cenas de violência mais intensa, conteúdo sexual, drogas ou linguagem complexa. Nesse caso, se crianças com menos de 16 anos quiserem assistir, devem estar acompanhadas dos pais.

Após a ação, a classificação indicativa passou a ser de 18 anos, o que significa que o conteúdo não é recomendável para menores de idade, já que o filme pode apresentar sexo explícito, violência extrema ou apologia a drogas ilícitas. Essa foi a principal justificativa para a alteração.

Em nota à Itatiaia, o Ministério da Justiça explicou a decisão: "O principal fundamento para a atribuição definitiva da classificação indicativa (NR18), após avaliação da autoclassificação utilizada (A16), foi a existência de cenas com representação explícita de violência extrema, incluindo mutilação e esquartejamento, consideradas aptas a enquadrar a obra nos critérios classificatórios correspondentes à faixa etária de 18 anos".

Confira a nota na íntegra:

"O Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa, confirma que o filme “Elize: Sombras de uma Mulher” teve sua classificação indicativa avaliada, sendo atribuída a classificação “não recomendado para menores de 18 anos”.

A decisão decorreu de análise técnica realizada nos termos da regulamentação vigente da Classificação Indicativa. A avaliação identificou a presença de conteúdos incompatíveis com faixas etárias inferiores, especialmente em razão da ocorrência de violência de forte impacto, mutilação, morte intencional, exposição de cadáver, além de conteúdos sexuais e linguagem imprópria.

O principal fundamento para a atribuição definitiva da classificação indicativa (NR18), após avaliação da autoclassificação utilizada (A16), foi a existência de cenas com representação explícita de violência extrema, incluindo mutilação e esquartejamento, consideradas aptas a enquadrar a obra nos critérios classificatórios correspondentes à faixa etária de 18 anos.

Quanto à divergência observada na plataforma de streaming, esclarecemos que, após a publicação do ato de classificação, a empresa responsável pela disponibilização da obra possui prazo regulamentar de 5 (cinco) dias para promover a adequação da informação exibida ao público. Assim, pode haver um intervalo entre a publicação da decisão e a atualização da classificação apresentada na plataforma."

O filme

Quase 14 anos após a morte de Marcos Matsunaga, a Netflix lançou o filme “Elize: Sombras de Uma Mulher”. Com foco maior na trajetória de Elize Matsunaga desde antes do assassinato do marido, o longa promete levar o público de volta para 2012.

Vale lembrar que o filme foge da linha documental com a qual o crime é normalmente tratado e aposta em uma dramatização para retratar a conturbada relação entre o casal Marcos e Elize. A obra foca em algo, além dos pormenores do crime, e trata até mesmo das tensões, traições e o desgaste do casamento.

O filme é estrelado por Lorena Comparato, que dá vida a Elize Matsunaga, e Henrique Kimura, responsável por interpretar Marcos Matsunaga. O roteiro é assinado pelo escritor Raphael Montes, conhecido por “Bom Dia, Verônica”, e Mariana Torres.

A produção preserva os fatos do crime, porém, usa de artifícios da ficção para dar vida a conversas, brigas e situações íntimas vividas pelos personagens.

Crime chocou o país

Enfermeira e advogada, Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido e empresário Marcos Kitano Matsunga, em 2012.

Esta não é a primeira vez que o crime cometido por Elize Matsunaga ganha produções em plataformas de streaming. Em 2021, a Netflix lançou o documentário "Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime", e, em 2025, a Amazom Prime disponibilizou a série série "Tremembé" - produção inspirada nos livros de Ulisses Campbell sobre os casos de Elize e Suzane von Richthofen. Para o papel de Elize, a escolhida foi a atriz Carol Garcia. Já Suzane é interpretada por Marina Ruy Barbosa.

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Maria Luíza Mendes é estagiária do portal Itatiaia e estudante de jornalismo na PUC Minas. Apaixonada por esportes e entretenimento, Maria possui experiência anteriores em outros portais online e na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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