Caso Diddy: defesa do rapper propõe fiança de mais de R$ 286 mi pela quarta vez
Diddy já teve três pedidos de fiança negados desde a prisão, sob a justificativa de que há o risco de manipulação de testemunhas

Preso desde setembro por crimes como assédio e tráfico sexual, o rapper Sean 'Diddy' Combs propôs o pagamento de fiança de 50 milhões de dólares (R$ 286 milhões, na cotação atual). A defesa do artista e empresário colocou a mansão dele na Flórida como garantia.
Diddy já teve três pedidos de fiança negados desde a prisão, sob a justificativa de que há o risco de manipulação de testemunhas, segundo a CNN.
Além da fiança milionária, a advogada Alexandra Shapiro pediu para que Diddy fosse submetido à prisão domiciliar, sendo monitorado 24h por dia por seguranças e proibido de ter contado com vítimas até o julgamento, marcado para 5 de maio de 2025.
O pedido está sob análise da Justiça dos Estados Unidos.
Entenda o caso
Diddy foi preso em setembro sob acusação de conspiração para extorsão, tráfico sexual à força, fraude ou coerção e transporte para se envolver em prostituição.
O rapper costumava fazer eventos chamados de ‘Freak-offs’, onde contratava garotos de programa para fazer sexo com as vítimas. Por vezes ele participava dos atos ou ficava apenas assistindo. Os eventos duravam horas e até dias, com os integrantes passando grandes quantidades de óleo de bebê no corpo e fazendo uso de drogas como cetamina, ecstasy e GHB (Boa Noite Cinderela). Os crimes eram gravados e usados como chantagem.
Caso as vítimas não quisessem participar, elas eram agredidas e ameaçadas por Diddy, como o caso da ex-namorada dele, Cassie, que o denunciou para a Justiça. Outras mulheres também prestaram queixa contra o rapper.
Tudo isso culminou na prisão dele no dia 16 de setembro. Ele chegou a solicitar o pagamento da fiança, mas teve o pedido negado e segue preso.
Atualmente, o rapper está detido em Nova York MDC Brooklyn, onde aguarda julgamento.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



