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Sem filhos, Bonnie Tyler deixou fortuna para um herdeiro

Bonnie Tyler morreu aos 75 anos após vários problemas de saúde; cantora deixa fortuna

Por e 
Bonnie Tyler está internada em Portugal
Bonnie Tyler morreu aos 75 anos • Reprodução | Wikimedia Commons

A cantora britânica Bonnie Tyler, que teve a morte confirmada nesta quinta-feira (9), deixou uma fortuna estimada em US$ 40 milhões (cerca de R$ 206 milhões) para apenas um herdeiro.

Bonnie tentou ter filhos, mas, aos 40 anos, sofreu um aborto espontâneo e decidiu abandonar o desejo de gestar. Ao The Times, ela explicou: "Não temos filhos porque deixamos para parar de usar métodos contraceptivos tarde demais e, depois, sofri um aborto espontâneo quando tinha 40 anos. Tive azar, mas amo todos os meus sobrinhos."

"Nossa casa em Mumbles é como a estação Paddington, porque todo mundo quer vir visitar a Tia Gaynor [seu nome de batismo]", completou ela.

Desta forma, a herança da artista ficará com o marido, o ex-judoca Robert Sullivan, com quem ela foi casada por 53 anos. Além de parceiros no ramo imobiliário, ele e a cantora mantinham uma rotina reservada entre Mumbles, no País de Gales, e a região do Algarve, em Portugal, local de residência de Bonnie até o seu falecimento.

Carreira

Uma das vozes mais marcantes da música internacional, a artista enfrentava complicações de saúde desde o início de maio, quando foi internada às pressas e colocada em coma induzido após passar por uma cirurgia intestinal de emergência.

Nascida em 8 de junho de 1951, no País de Gales, a britânica ganhou projeção internacional nas décadas de 1970 e 1980 com sucessos como Total Eclipse of the Heart e Holding Out for a Hero. Em 1977, Bonnie precisou passar por uma cirurgia para a retirada de nódulos nas cordas vocais e, após descumprir recomendações médicas durante a recuperação, desenvolveu a voz rouca que se tornou uma de suas principais marcas registradas.

Ao longo da carreira, a artista acumulou marcos importantes. Entre eles, tornou-se a primeira cantora galesa a alcançar o topo da parada de singles da Billboard, nos Estados Unidos, com Total Eclipse of the Heart, música que permanece popular até hoje.

Bonnie Tyler também teve destaque no Brasil ao gravar, em 1987, a canção Sem Limites pra Sonhar em parceria com Fábio Jr. A faixa bilíngue, que mistura português e inglês, integrou o álbum homônimo do cantor e se tornou um dos maiores sucessos radiofônicos do país naquele ano.

Com mais de 40 anos de carreira e mais de 20 álbuns lançados, transitando entre o pop, o rock e o country, a cantora manteve relevância até os últimos anos. Em 2023, sua trajetória foi reconhecida pela Coroa Britânica, que lhe concedeu o título de Membro da Ordem do Império Britânico (MBE). Atualmente, Bonnie Tyler soma mais de 14 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

Filha de Elsie e Glyndwr Hopkins, Bonnie cresceu em uma família numerosa, ao lado dos irmãos Lynn e Paul e das irmãs Marlene, Angela e Avis. Outra irmã, Paulene, nasceu morta. Aos 22 anos, casou-se com o empresário imobiliário Robert Sullivan. O casal não teve filhos, embora a artista tenha sofrido um aborto espontâneo aos 30 anos.

Internação

Em 6 de maio de 2026, Bonnie Tyler foi internada às pressas em um hospital em Faro, Portugal, onde passou por uma cirurgia intestinal de emergência. Após o procedimento, precisou ser colocada em coma induzido.

“Os médicos induziram o coma em Bonnie para auxiliar em sua recuperação. Sabemos que todos vocês desejam o melhor para ela e pedimos privacidade neste momento difícil”, informou a equipe da artista ao jornal britânico The Guardian.

Dois dias depois, em 8 de maio, a cantora sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou ser reanimada. Já no dia 12, a BBC informou que Bonnie Tyler estava “gravemente doente, mas estável”.

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Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.

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André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.