Gemini saidA rapper norte-americana Cardi B protagonizou um momento de forte teor político na abertura de sua nova turnê, a Little Miss Drama Tour, realizada na noite dessa quarta-feira (11), na Acrisure Arena, na Califórnia.
Durante a apresentação, a artista interrompeu o repertório musical para protestar abertamente contra a Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), órgão federal responsável pela execução de deportações no país.
Em um tom inflamado que levou o público ao delírio, a cantora declarou que reagiria a qualquer tentativa de intervenção da agência no local, afirmando possuir dispositivos de defesa pessoal nos bastidores e garantindo, em meio a termos enfáticos, que não permitiria que seus fãs fossem levados pelas autoridades.
A postura combativa reflete as raízes da artista que, embora nascida em Nova York, possui ascendência dominicana e utiliza sua plataforma para exaltar a identidade latina. Esse orgulho cultural foi evidenciado visualmente no palco quando Cardi B e seu corpo de baile estenderam bandeiras de diversas nações latino-americanas, incluindo a do Brasil.
O gesto estabeleceu um diálogo direto com a estética apresentada por Bad Bunny no Show do Intervalo do Super Bowl, ocorrido no último domingo (8). Naquela ocasião, o músico porto-riquenho promoveu um discurso de união continental enquanto bandeiras das Américas eram hasteadas por dançarinos — performance da qual a própria Cardi B participou ativamente como convidada especial.
Além do ativismo, a noite na Califórnia reservou surpresas musicais com um foco especial na sonoridade brasileira.
A rapper apresentou um mashup inédito das faixas Taki Taki e Bongos, incorporando elementos de funk brasileiro ao remix.
O espetáculo, que teve duração aproximada de duas horas, foi estruturado em torno de uma setlist robusta de 37 canções, revisitando sucessos de seu álbum de estreia, Invasion of Privacy, e explorando o repertório de seu trabalho mais recente, Am I The Drama?.
Com informações de Estadão Conteúdo