Câncer de Preta Gil agravou após traição, diz Carolina Dieckmmann
Preta Gil morreu há um ano e deixou registros inéditos para documentário lançado pela Globo

Carolina Dieckmann, uma das melhores amigas de Preta Gil (1974-2025), disse que o câncer da cantora se agravou por causa da traição de Rodrigo Godoy. À época, o educador físico traiu a então esposa com Ingrid Lima, personal stylist dela. A descoberta ocorreu pouco antes de Preta ser diagnosticada com a doença.
"Ela [a doença] tem um agravante muito grande assim, que eu nem consigo te dizer o tamanho, que foi vir junto com o fim do casamento do jeito que foi", declarou Carolina no documentário "Preta - Eu não ando só".
"Eu acho que naquele momento foi uma p*rrada maior do que o câncer. Você toma uma p*rrada de alguém que você não espera, com alguém com quem você dorme...", completou a atriz.
Além dela, Gominho também falou sobre o ex-marido da cantora. "O ex-marido traindo, e ela fazendo quimio... Aí, eu falei: 'Gente, não tem condição. Vou pra lá.' E a gente já foi com essa intenção de estar como a gente sempre esteve com ela. Organizando a vida dela, ela organizando a nossa, a gente sempre viveu assim", comentou.
"Por isso que eu saí lá de Salvador e vim para ficar com ela na época da quimio, porque, quando eu cheguei, vi que o Rodrigo não estava presente. Todo mundo vivendo as suas vidas. E aí, eu vendo ele não presente, e eu conhecendo ela, eu não pensei duas vezes, porque eu conheço ela. Ela não suportava estar sozinha", acrescentou Gominho.
Documentário sobre Preta Gil
A cantora Preta Gil, que morreu há um ano, deixou arquivos inéditos para serem exibidos em um filme sobre sua vida. Intitulado "Preta - Eu não ando só", o longa foi exibido ontem na TV Globo e será disponibilizado no Globoplay.
"Não dá para passar por tudo que estou passando e não registrar por um bem maior, sabe? Pra ajudar pessoas, pra abrir debates e não tem roteiro, né?", destacou Preta, em um dos vídeos inéditos divulgados pelo "Fantástico".
As imagens foram feitas pela própria cantora, além de amigos e familiares. "A ideia foi dela. Ela ligou e falou: 'Quero fazer um documentário e quero registrar tudo isso que estou passando. Não posso passar por isso sem filmar'", comentou Monica Almeida, diretora artística, em entrevista ao dominical.
Patrícia Kogut, que assina a direção do longa, destacou que as imagens revelam a intimidade da cantora em um dos momentos mais difíceis da sua vida. "A gente foi percebendo logo que essas imagens eram amadoras. Eram também um gesto de amizade, de amor, porque eram muito afetivas... convidando a gente para uma intimidade na qual, talvez, se não fôssemos convidados por ela, a gente nunca teria coragem de penetrar".
Soraya Rocha, amiga de Preta, relatou que ela pediu para que tudo fosse filmado e, quando isso não ocorria, comentava sobre a importância daquele momento.
"Ela merece que a gente fale dela, e que tenha um documentário falando dela. E que a gente seja esse canal de mantê-la existindo", declarou Ivete Sangalo.
"Tô tão feliz que esse filme vai passar depois da novela, porque acho isso tão a cara da Preta", comentou a diretora Monica Almeida.
Morte de Preta Gil
Preta Gil morreu em 20 de julho de 2025, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, vítima de câncer colorretal. A cantora foi diagnosticada com a doença pela primeira vez em janeiro de 2023, chegou a entrar em remissão, mas ela voltou mais agressiva e com metástase em 2024.
Em busca de tratamentos alternativos, Preta se mudou para os EUA, onde acabou vindo a óbito prestes a voltar ao Brasil. O corpo dela chegou ao país em 24 de julho. Após sua morte, Preta recebeu diversos homenagens do público.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.



