Vítima de queda de helicóptero, Bruno Avelar falou sobre morte há três semanas
Três semanas antes do acidente que matou cinco pessoas, Bruno Avelar conversou sobre a própria morte. O relato na web dividiu opiniões e rendeu críticas ao amigo do empresário

Bruno Avelar falou sobre a possibilidade de morrer há três semanas, conforme expôs um amigo dele pelas redes sociais. O empresário é uma das vítimas da queda do helicóptero que também matou Rick, que fazia parte da dupla Rick e Renner, além do videomaker Paulo Soares, do piloto Antônio e do copiloto Leopoldo.
O empresário Paulo Henriques disse ter conversado com Bruno sobre a importância de fazer um seguro de vida. Na ocasião, ele chegou a questioná-lo: "Se você tivesse uma bola de cristal na sua frente e visse que vai morrer amanhã, você faria um seguro agora?".
Bruno, então, explicou que faria na hora. Paulo contou que a conversa ocorreu durante um almoço com o empresário. "Eu fui lá porque tinha uma reunião para fechar o seguro de vida dele. E ele falou assim: 'PH, eu não vou fazer o seguro agora, vou fazer no dia 30. Pode colocar na sua agenda: eu, você e o meu advogado, porque eu quero que ele participe dessa reunião'", relembrou.
"Insisti para a gente resolver isso, insisti para já fazer logo essa venda e ele ficar protegido, porque isso faz parte do trabalho do corretor. Resolver o quanto antes, porque o amanhã pode não chegar. E não chegou o amanhã para o meu amigo. Infelizmente, o Bruno nos deixou nesse acidente, nessa fatalidade, assim como outras pessoas que estavam nesse helicóptero", completou Paulo.
A lembrança dividiu opiniões nas redes sociais, com internautas afirmando que este não era um momento oportuno para se fazer "marketing". Por outro lado, Paulo negou que essa fosse a intenção.
Investigações sobre queda de helicóptero
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) abriu um inquérito policial para investigar as circunstâncias da queda do helicóptero. A apuração está a cargo da Delegacia de Polícia da Comarca de Urubici.
Por se tratar de mortes de natureza violenta, não decorrentes de causas naturais, a investigação tem como objetivo esclarecer a dinâmica do acidente e apurar eventual responsabilidade criminal, seja por conduta dolosa ou culposa de terceiros.
A insituição destacou que a apuração criminal atuará de forma subsidiária ao trabalho do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira responsável pela perícia técnica de acidentes aéreos e pela identificação das causas estruturais ou operacionais do sinistro.
Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que, na Ação Inicial, são utilizadas técnicas específicas, conduzidas por investigadores qualificados e credenciados que realizam a coleta e confirmação de dados, a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes.
De acordo com a FAB, a investigação será concluída no menor prazo possível, considerando a complexidade da ocorrência e a necessidade de identificação dos possíveis fatores contribuintes.
Patrícia Marques é jornalista e especialista em publicidade e marketing. Já atuou com cobertura de reality shows no ‶NaTelinha” e na agência de notícias da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt). Atualmente, cobre a editoria de entretenimento na Itatiaia.



