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Ator Gérard Depardieu é considerado culpado em caso de assédio sexual

Esse foi um dos casos de maior repercussão da campanha #MeToo na França

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Ator Gérard Depardieu é condenado por agressões sexuais durante gravação de filme • Redes Sociais | Reprodução

O ator francês Gérard Depardieu foi considerado culpado nesta terça-feira (13) de uma acusação de agressão sexual contra duas mulheres diferentes em um set de filmagens em 2021. Esse foi um dos casos de maior repercussão da campanha #MeToo na França.

O cineasta negou qualquer irregularidade durante o julgamento, e a defesa dele chegou a pedir que as acusações contra ele fossem retiradas. Porém, segundo o juiz Thierry Donard, do Tribunal de Paris, afirmou que as explicações dadas por Depardieu não foram convincentes.

O Ministério Público solicitou ao tribunal a condenação do ator, de 76 anos, a uma pena de 18 meses de prisão, além de uma multa de 20 mil euros, o que equivale a cerca de R$ 125 mil, na cotação atual. Ele também ficará dois anos sem poder exercer cargos públicos e terá seu nome incluído no registro de criminosos sexuais.

A defesa de Depardieu havia afirmado, segundo a AFP, que ele estaria presente durante a leitura do veredito, mas ele não compareceu ao tribunal. No momento, o ator está em Portugal, gravando uma nova produção com a atriz francesa Fanny Ardant.

Ele afirmou ter agarrado a cenógrafa pelos quadris para 'não escorregar' de um banco durante uma discussão sobre o cenário do filme. A mulher, porém, afirmou que ele fechou as pernas e agarrou os quadris dela. Ele teria pedido a ela que pegasse em seu órgão genital.

Já a assistente de direção afirmou que o ator tocou suas nádegas e seios em diversas ocasiões, mesmo com ela dizendo não várias vezes.

Depardieu já havia sido acusado de comportamentos semelhantes por quase 20 mulheres, mas a maioria das denúncias foi arquivada, uma vez que os supostos crimes prescreveram.

O movimento #MeToo surgiu nos Estados Unidos para denunciar casos de sexismo, violência e misoginia no meio do entretenimento, mas chegou à França rapidamente.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.