Uma festa luxuosa celebra os 50 anos de casados, as tradicionais bodas de ouro, de Luís e Alice. No entanto, algo não sai como o esperado e, com a melancolia que traz o fim de cada festa, um segredo do passado vem à tona: uma paixão devastadora.
Em 1983, há 40 anos, Teuda Bara estreou no cinema com o filme “Idolatrada”, ao lado de José Roberto Alvarenga, Denise Bandeira, Mário Lago, José Mayer, Maria Lúcia Dahl e outros astros da dramaturgia nacional, com direção de Paulo Augusto Gomes.
Esse drama de costumes foi a primeira experiência da lendária atriz do Grupo Galpão, mineira de Belo Horizonte, na telona, mas Teuda não parou por aí. Atuando nos palcos de teatro desde 1975, emendou mais duas produções cinematográficas na sequência, em 1984 e 1985, como a prostituta de “Dois Homens para Matar”, de Paulo Leite Soares, e na pornochanchada “Ela e os Homens”, com roteiro de Alcione Araújo e Wanda Fernandes, colega de Galpão, falecida em 1994, num acidente de carro, no elenco. Ainda de BH, havia Wilma Henriques, considerada a primeira-dama do teatro mineiro.
Prêmios. Teuda passou a se dedicar exclusivamente ao Grupo Galpão até retornar ao cinema, uma década mais tarde, com o longa-metragem “Menino Maluquinho – O Filme”, sob a direção de Helvécio Ratton. Entre filmes de menor repercussão, voltou a chamar atenção por sua participação carismática em “O Palhaço”, dirigido por Selton Mello, em 2011.
O curta-metragem “Abrigo ao Sol”, de Emerson Evêncio, trouxe o reconhecimento da crítica com prêmios e indicações em festivais, o que voltou a se repetir em 2019, quando faturou o renomado Prêmio do Festival Internacional de Brasília na categoria melhor atriz em curta-metragem, com “Ângela”, de Marilia Nogueira.
Na sequência, interpretou a si própria em “Éramos um Bando” e deu vida a Iolanda no filme “Noites de Alface”, de 2021. Recentemente, pôde ser vista na Mostra de Cinema de Tiradentes em “Peixe Abissal”, de Rafael Saar, película que investiga o universo poético do cantor, compositor, escritor e artista plástico Luís Capucho, que, desde a década de 1990, convive com o vírus da AIDS.
Na pele de Dona Luzia, Teuda Bara contracena com Ney Matogrosso, que vive Netuno, Marcos Sacramento, o próprio Capucho, dentre outros. E, aos 81 anos, já não há mais sombra de dúvida de que Teuda Bara é uma das mais importantes atrizes do Brasil.
Cinematografia de Teuda Bara
1983 – Idolatrada
1984 – Dois Homens para Matar
1985 – Ela e os Homens
1995 – Menino Maluquinho: O Filme
1999 – Outras Estórias
2002 – Samba-Canção
2005 – Vinho de Rosas
2007 – O Crime da Atriz
2008 – Os Filmes Que Não Fiz
2009 – O Contador de Histórias
2010 – Ponto Org
2011 – O Palhaço
2012 – La Playa
2013 – Abrigo ao Sol
2015 – Hipocrates
2017 – As Duas Irenes
2017 – As Formigas
2017 – O Natal de Rita
2019 – Ângela
2022 – Febre
2023 – Peixe Abissal