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Enem amplia atendimento especializado e inclui candidatos com fibromialgia e TOC

Inep atualizou as condições para solicitação de atendimento especializado no Enem 2026

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Candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável por aplicar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), incluiu pessoas com condições relacionadas a transtornos mentais e fibromialgia entre as possíveis solicitações de atendimento especializado. Os candidatos têm até o dia 5 de junho para solicitar.

O edital inclui, por exemplo, pessoas diagnosticadas com histórico de crise de ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), por exemplo, que poderão contar com um acompanhante. As solicitações devem ser comprovadas com documentação, como laudo médico.

O acompanhante ficará em uma sala reservada, monitorada por fiscais, para casos de necessidade de apoio ou estabilização do participante. O espaço também servirá para profissionais ou parentes do candidato que precise de apoio e auxílio para ir ao banheiro e se alimentar durante a prova.

A solicitação de atendimento especial deve ser feita pela Página do Participante. Gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar também têm direito à assistência.

O atendimento especial garante os seguintes recursos, conforme a necessidade do candidato:

  • Prova e cartão-resposta ampliados
  • Prova superampliada com cartão-resposta ampliado
  • Videoprova em Libras – prova em vídeo traduzida em Libras, executada em um computador disponibilizado pelo Inep.
  • Leitor de tela – prova compatível com os softwares DosVox e NVDA, executada em um computador disponibilizado pelo Inep.
  • Tradutor-intérprete de língua brasileira de sinais (Libras):profissional habilitado para mediar a comunicação entre surdos e ouvintes e, no ato da prova, esclarecer dúvidas sobre a leitura adequada de palavras, expressões e orações escritas).
  • Leitura labial: serviço de leitura da prova para pessoas com deficiência auditiva ou surdez que não desejam a comunicação por meio de Libras, mas que utilizam técnicas de interpretação e da leitura dos movimentos labiais).
  • Auxílio ledor (leitura da prova para pessoas com cegueira, deficiência visual, deficiência intelectual, transtorno do espectro autista, déficit de atenção com hiperatividade ou dislexia).
  • Auxílio para transcrição (ajuda no preenchimento das provas objetivas e discursivas destinada a participantes impossibilitados de escrever ou de preencher o cartão-resposta).
  • Guia-intérprete (profissional especializado em formas de comunicação e em técnicas de guia, tradução e interpretação para mediar a interação entre as pessoas com surdocegueira).
  • Mobiliário acessível (mesas, cadeiras ou carteiras que garantam a realização das provas com conforto e segurança).
  • Sala acessível (local de prova com acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida).
  • Sala para lactentes (sala para a acomodação de crianças em fase de amamentação e do acompanhante adulto indicado pelo responsável legal pela guarda da criança).
  • Classe hospitalar (ambiente no qual ocorre o processo formal de escolarização do participante, na condição de estudante internado para tratamento de saúde).
  • Tempo adicional (mais60 minutos a mais para a realização das provas).
  • Calculadora: recurso disponível para quem tem discalculia.
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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.