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Brasil tem 63,9 milhões de pessoas sem educação básica completa e fora da escola

Educação de Jovens e Adultos (EJA) atende somente 1,5% desse público

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Alunos do EJA têm os mesmos benefícios que os alunos pagantes da escola
MEC tem plataforma que mostra turmas disponíveis por localidade e turno • Imagem cedida à Itatiaia

O Brasil tem 63,9 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não concluíram a educação básica e estão fora das escolas. Esse número corresponde a 37,3% da população nessa faixa etária. No entanto, apenas 1,5% desse público está matriculado na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Os dados foram detalhados no estudo inédito "Demanda potencial por EJA e Transição para o Trabalho", desenvolvido pela Rede EJA e divulgado nesta terça-feira (7).

Segundo a pesquisa, a baixa escolaridade no Brasil causa uma perda de cerca de R$ 66 bilhões por ano em renda. Além disso, o número de brasileiros que não concluiu a educação básica na idade adequada vem diminuindo principalmente pelo envelhecimento e pela mortalidade desse público, e não pelo retorno aos estudos.

Entre 2012 e 2025, o número de pessoas com a educação básica incompleta e fora da escola caiu 16%. Porém, somente 8% dessa queda pode ser atribuída à atuação da EJA. Mais da metade da diminuição foi causada pela morte dessa população.

O estudo revela que:

  • 44,7 milhões não concluíram o ensino fundamental;
  • 19,3 milhões interromperam os estudos antes de terminar o ensino médio;
  • 63,9% são pessoas pretas ou pardas;
  • 49,2% são mulheres.

Em relação à remuneração, esse público apresenta renda domiciliar per capita média de R$ 1.427. O valor equivale a 51,4% da renda média daqueles que concluíram a educação básica, estimada em R$ 2.777. Vale lembrar que o salário mínimo no Brasil, em 2026, é de R$ 1.621 por mês.

Como participar da EJA

Para determinar a melhor instituição para se matricular, os interessados podem usar a plataforma Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA), do Ministério da Educação.

O sistema oferece informações sobre a oferta de turmas e a demanda por matrículas no EJA. No momento da inscrição, os interessados podem filtrar a escola mais próxima, a melhor turma e o turno das aulas.

Jovens e adultos podem se matricular de duas formas: pelo site do programa, no CadEJA, ou pelo aplicativo MEC Enem. Em ambas as opções, é preciso preencher o formulário online com nome completo, número do CPF, data de nascimento, um número de telefone ou WhatsApp com DDD, ou outra forma de contato, como e-mail ou telefone de parente ou vizinho.

candidato também deve informar quando parou de estudar. Entre as opções estão: antes de aprender a ler e escrever; no ensino fundamental; ou no ensino médio (antigo segundo grau). Na última etapa, o interessado deve indicar situações especiais, como estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e/ou ser uma pessoa com deficiência (PCD).

Após a inscrição, o candidato recebe um número de protocolo e deve aguardar o contato da secretaria de Educação local com a oferta de EJA no bairro escolhido. Por fim, basta fazer a matrícula na escola indicada.

Para participar, os interessados devem atender à idade mínima exigida para cada modalidade. Para a educação profissional (somente 1º ano) e para a EJA ensino fundamental, é necessário ter 15 anos completos. Já para EJA médio profissional, a idade mínima exigida é de 18 anos completos.

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.