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'Ele não reagiu em momento nenhum', diz irmã de jovem morto por polícia na Vila Barraginha 

Na versão de familiares, a vítima estava desarmada; já a porta-voz da PMMG afirma que Marcos Couto resistiu à abordagem. Promotoria de Justiça de Contagem vai investigar morte

Caso aconteceu na noite desse sábado (16) na Vila Barriguinhas, em Contagem; OAB aponta que seria a terceira execução nos últimos dias na região

“O policial o levou para trás de uma Kombi e fez três disparos na cabeça dele. Ele não reagiu em momento nenhum.” Esse é o desabafo indignado de um parente de Marcos Vinícius Vieira Couto, de 29 anos, morto por um policial na Vila Barraginha, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no sábado (16).

Na versão de familiares e moradores, Marcos estava desarmado e não reagiu. "Os policiais tentaram levá-lo para um beco, mas ele não quis e estava se puxando para trás. (...) A rua estava cheia de moradores. Todo mundo viu. Tenho as filmagens. Eles estão falando que meu irmão pulou no fuzil, mas é mentira”, afirmou uma irmã.

Nesta segunda-feira (18), a 11ª Promotoria de Justiça de Contagem irá instaurar Procedimento Investigatório Criminal para apurar os fatos relacionados à morte.

Versão da PM

A major Layla Brunella, porta-voz da Polícia Militar de Minas, reafirmou que Marcos reagiu e levou a mão na direção da arma do militar. O PM que atirou foi levado para o 39º Batalhão e está à disposição da Justiça Militar.

A major explicou que já no acionamento da PM moradores destacaram a periculosidade do suspeito e alertaram que ele teria efetuado disparos com arma de fogo.

A porta-voz diz ainda que Marcos resistiu à abordagem e, como várias pessoas se aglomeraram no local, os militares tentaram levar o suspeito para uma ‘área de segurança, mais tranquila’.

A major Layla Brunella, porta-voz da Polícia Militar de Minas, reafirmou que Marcos reagiu e levou a mão na direção da arma do militar. O PM que atirou foi levado para o 39º Batalhão e está à disposição da Justiça Militar.

“Ele se nega, começa a se tornar um abordado desobediente. Sendo assim, um dos nossos policiais militares pega ele pela camisa para conduzi-lo para essa área de segurança. Durante essa condução, ele reage e tira a mão da cabeça e leva a mão próximo ao rosto do policial militar e próximo ao armamento, na tentativa de arrebatar esse armamento", justifica.

Segundo o policial militar, devido à reação do autor, "que já estava apresentando toda essa alteração anterior e com a possibilidade de estar armado, ele efetua disparos de arma de fogo para salvaguardar a própria vida e evitar que ele arrebate a arma de fogo”.

No entanto, vídeos que circulam nas redes sociais mostram o policial levando o homem para trás de uma Kombi e atirando.

OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou no caso. A entidade recebeu informações de que foi a terceira execução em menos de duas semanas no local.

A denúncia feita à entidade aponta ainda que as execuções, incluindo a desse sábado (16), aconteceram "porque o suposto traficante e outros não 'pagaram' os valores de suposta corrupção cobradas e devidas aos policiais".

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