Reunião nesta quinta (19) definirá futuro da greve dos caminhoneiros
Reunião nesta quinta-feira (19) deve definir se a greve acontecerá ou não

A alta nos preços do diesel e da gasolina no Brasil, em meio à disparada dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio, pode motivar lideranças dos caminhoneiros de todo o país a realizarem um movimento de paralisação nacional nos próximos dias.
Nesta quinta-feira (19), será realizada uma reunião na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam) a Assembleia Nacional dos Caminhoneiros, que deverá definir se haverá greve ou não e quando ela irá começar.
Em Minas Gerais, o Sindtanque (Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustível e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais) convocou os transportadores rodoviários de cargas para a paralisação, que pode começar a qualquer momento. "Milhares de transportadores, dentre eles empresas de transporte e caminhoneiros autônomos já aderiram ao movimento", publicou o Sindtanque, nas redes sociais.
Segundo o sindicato, tanto os trabalhadores que levam carga perigosa quanto seca foram convocados a participar.
O presidente da FNTC e do Sindtanque, Irani Gomes, declarou que o setor "está preparado para suspender suas atividades a qualquer momento", uma vez que o cenário está "absolutamente desfavorável aos transportadores".
A Federação Nacional das Empresas Transportadoras de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (FNTC) está apoiando o movimento. Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) aguardará a decisão da reunião.
Governo tenta 'frear' alta
Para tentar frear a alta nos combustíveis, o governo federal tenta negociar com os estados e o Distrito Federal sobre a possibilidade de zerar o ICMS sobre a importação de diesel, em meio à alta do petróleo no mercado internacional.
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan, afirmou que a medida busca reduzir a diferença entre o preço do diesel importado e o praticado no país. A proposta deve custar em torno de R$ 3 bilhões.
Também foi instaurado um inquérito para apurar os preços abusivos de combustíveis. A investigação vai apurar eventuais crimes contra o consumidor e contra a ordem econômica diante das recentes oscilações no mercado.
