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Reunião nesta quinta (19) definirá futuro da greve dos caminhoneiros

Reunião nesta quinta-feira (19) deve definir se a greve acontecerá ou não

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A greve dos caminhoneiros de 2018 atingiu 24 estados do Brasil
Em 2018, uma greve dos caminhoneiros atingiu 24 estados do Brasil • Tânia Rêgo | Agência Brasil

A alta nos preços do diesel e da gasolina no Brasil, em meio à disparada dos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio, pode motivar lideranças dos caminhoneiros de todo o país a realizarem um movimento de paralisação nacional nos próximos dias.

Nesta quinta-feira (19), será realizada uma reunião na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam) a Assembleia Nacional dos Caminhoneiros, que deverá definir se haverá greve ou não e quando ela irá começar.

Em Minas Gerais, o Sindtanque (Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustível e Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais) convocou os transportadores rodoviários de cargas para a paralisação, que pode começar a qualquer momento. "Milhares de transportadores, dentre eles empresas de transporte e caminhoneiros autônomos já aderiram ao movimento", publicou o Sindtanque, nas redes sociais.

Segundo o sindicato, tanto os trabalhadores que levam carga perigosa quanto seca foram convocados a participar.

O presidente da FNTC e do Sindtanque, Irani Gomes, declarou que o setor "está preparado para suspender suas atividades a qualquer momento", uma vez que o cenário está "absolutamente desfavorável aos transportadores".

A Federação Nacional das Empresas Transportadoras de Combustíveis, Derivados de Petróleo e Biocombustíveis (FNTC) está apoiando o movimento. Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) aguardará a decisão da reunião.

Governo tenta 'frear' alta

Para tentar frear a alta nos combustíveis, o governo federal tenta negociar com os estados e o Distrito Federal sobre a possibilidade de zerar o ICMS sobre a importação de diesel, em meio à alta do petróleo no mercado internacional.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dário Durigan, afirmou que a medida busca reduzir a diferença entre o preço do diesel importado e o praticado no país. A proposta deve custar em torno de R$ 3 bilhões.

Também foi instaurado um inquérito para apurar os preços abusivos de combustíveis. A investigação vai apurar eventuais crimes contra o consumidor e contra a ordem econômica diante das recentes oscilações no mercado.

PorFormada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.