Reforma do Imposto de Renda vai injetar R$ 28 bilhões na economia, diz FGV
Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês deve impulsionar o consumo sem reduzir os investimentos das empresas

A reforma do Imposto de Renda, que pode isentar trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês e criar uma alíquota progressiva até R$ 7,350, pode causar um impulso no consumo e gerar mais de R$ 28 bilhões na economia brasileira. A estimativa é do coordenador do Observatório de Política Fiscal da Fundação Getúlio Vargas, Manoel Pires.
O pesquisador participou de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nesta quinta-feira (23). O valor estimado corresponde a um incremento de 0,2 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB).
Segundo o economista, a isenção e progressividade do imposto terá um efeito positivo no consumo das famílias e na distribuição de renda, ao mesmo tempo em que não vai comprometer a atividade das empresas.
“Os contribuintes que vão usufruir dessa renúncia fiscal têm uma renda mais baixa e dependem de mais renda para consumir, ao passo que os contribuintes que vão financiar essa desoneração não devem reduzir tanto o consumo em função do alto nível de renda que eles usufruem", disse o pesquisador Manoel Pires.
Mais de 26,6 milhões serão isentos
A audiência discutiu o Projeto de Lei 1.087/2025, já aprovado na Câmara e em discussão no Senado. A medida é uma das principais promessas da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cabe lembrar que atualmente é isento de Imposto de Renda quem ganha até R$ 3.036, ou dois salários-mínimos. Para quem ganha mais do que R$ 7.350, nada muda na tabela do IR. A simulação da Confirp também leva em conta as faixas que atualmente não são isentas.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



