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Quaest: metade dos brasileiros acredita que a economia piorou no último ano

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (15) ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril

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Fachada do ministério da Fazenda.
Fachada do ministério da Fazenda. • Marcelo Camargo/Agência Brasil

A pesquisa Genial/Quaest divulgada na manhã desta quarta-feira (15) aponta que 50% dos brasileiros possuem uma percepção de que a economia piorou nos últimos 12 meses, um crescimento de 2 pontos percentuais (p.p) em relação ao levantamento de março, e de 12 p.p se comparado com o fim de 2025.

O levantamento também revela que para 27% dos entrevistados, a economia está do mesmo jeito dos últimos 12 meses, enquanto cerca de 21% acreditam que melhorou - uma queda de 3 p.p em relação a pesquisa de março. Outros 2% não souberam responder.

No recorte por renda familiar, 40% dos entrevistados com até 2 salários mínimos acreditam que a economia piorou (+2 p.p), enquanto 30% acreditam que está igual (+3 p.p) e 27% observam que houve uma melhora na economia (-4 p.p).

Entre famílias com renda de mais de até 5 salários mínimos, 53% acreditam que a situação piorou (+4 p.p), enquanto 26% acreditam que a situação é a mesma e 19% que houve uma melhora (-4 p.p). Para famílias com mais de 5 salários de renda, 55% afirmam que a economia piorou (+1 p.p), 24% ficou igual (-1 p.p) e 19% observa melhora.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril, com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos e um nível de confiança de 95%. O levantamento é registrado no TSE sob o número BR-09285/2026.

Nos últimos 12 meses, a economia do Brasil…?

  • Piorou - 50% (+2 p.p)
  • Ficou do mesmo jeito - 27% (+1 p.p)
  • Melhorou - 21% (-3 p.p)
  • Não sabem - 2%

Endividados

O levantamento ainda revela que 72% dos brasileiros afirmam estar endividados. Segundo a pesquisa, 29% dos entrevistados afirmam ter “muitas dívidas”, enquanto outros 43% possuem poucas dívidas. Apenas 28% dos entrevistados disseram que não possuem dívidas.

O endividamento é um dos principais pontos de preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em sua campanha de reeleição. Para ajudar a mitigar o problema, a equipe econômica do governo prepara um pacote de medidas emergenciais para tentar levar alívio às famílias brasileiras.

Entre as medidas do pacote, o governo deve liberar o saque de até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para os brasileiros quitarem suas dívidas, com um impacto de até R$ 7 bilhões. O Palácio do Planalto também trabalha com a possibilidade de uma negociação direta com bancos usando o Fundo de Garantia de Operações (FGO), no molde do programa Desenrola.

A expectativa é de que o programa seja lançado quando Lula voltar da sua viagem à Europa, no final de abril. O petista vai cumprir agendas na Espanha, Alemanha e Portugal entre os dias 17 e 21 deste mês.

Você diria que tem muitas, poucas ou nenhuma dívida?

  • Poucas dívidas - 43%
  • Muitas dívidas - 29%
  • Não tem dívidas - 28%
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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.