‘Prévia do PIB’ cai 0,7% em março, diz Banco Central
Atividade econômica foi puxada para baixo com um desempenho ruim do setor de Serviços

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) medido pelo Banco Central, registrou uma queda de 0,7% em março se comparado a fevereiro, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira (18). O resultado foi impactado por um recuo de 0,8% nos Serviços, setor que possui um peso de 60% no indicador.
Também houve uma queda de 0,2% na agropecuária, indústria e arrecadação de impostos. O IBC-Br funciona como um termômetro da atividade econômica, permitindo uma leitura mais ágil da evolução do país. Embora utilize um conjunto mais restrito de informações do que o PIB medido pelo IBGE, o IBC-Br se destaca por sua frequência mensal e divulgação mais rápida, cerca de 45 dias após o mês de referência.
Segundo dados do IBGE, somente o setor de serviços teve uma queda de 1,2% em março na comparação com fevereiro. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada na sexta-feira (15), mostram um recuo em todas as cinco atividades acompanhadas pela pesquisa.
Na comparação com o trimestre encerrado em dezembro de 2025, o IBC-Br teve uma aceleração de 1,3% neste ano - alta de 1,0% na agropecuária e nos serviços, de 1,3% na indústria e 1,6% na arrecadação de impostos.
No acumulado dos 12 meses, o indicador avançou 1,8%, com alta de 5,8% na agropecuária, 0,7% na indústria, 2,1% em serviços e 0,6% em impostos. Em relação ao mesmo mês de 2025 o avanço foi de 3,1%, com destaque para alta de 4% em serviços e uma queda de 0,7% na agropecuária.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



