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'Prévia’ do PIB tem alta de 0,6% em fevereiro, diz Banco Central

Indicador do BC foi criado para acompanhar o desempenho da economia brasileira de forma mais rápida

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O cenário negativo da siderurgia nacional, com produção em queda de 1,6%, pode se intensificar devido aos impactos da guerra no Oriente Médio em custos de energia e logística. O especialista da Valor Investimentos, Virgílio Lage, destaca que o conflito eleva o frete, enquanto o analista de investimentos da plataforma AGF, Pedro Galdi, aponta a inflação como entrave à demanda. Com a entrada de aço estrangeiro atingindo o maior patamar em 15 anos, o setor ainda projeta retrações de 2,2% no volume produzido e 1,7% nas comercializações internas. Veja o impacto do conflito na economia brasileira Vendas de veículos elétricos e híbridos mais que dobram em Minas Gerais no primeiro trimestre Minas Gerais registrou 6.215 vendas de veículos eletrificados no primeiro trimestre, superando as 2.776 unidades do mesmo período do ano passado. Belo Horizonte concentra 58% da demanda estadual, seguida por Uberlândia e Juiz de Fora como polos regionais de destaque. Representantes do setor destacam que a maior acessibilidade tecnológica e a redução de custos de abastecimento sustentam o crescimento. A expectativa da entidade é que o ritmo de expansão supere os volumes registrados em 2025. Leia a matéria completa Preço da energia no mercado livre dispara até 121% em dois anos Entre janeiro de 2024 e março de 2026, os preços de energia no mercado livre variaram entre 59% e 121%, superando o avanço de 5% do IPCA no período. O presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, Rodrigo Ferreira, alerta que o cenário pode inviabilizar o setor produtivo, enquanto o consultor da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Sérgio Pataca, observa que indústrias mineiras já enfrentam custos elevados na renovação de contratos. A escalada acompanha o Preço de Liquidação de Diferenças, que subiu 84% no intervalo analisado. Entenda os impactos para o setor produtivo Leia mais destaques sobre economia, agronegócio e negócios em Minas Gerais.
Indústria teve a maior alta do IBC-Br • Pixabay

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,6% em fevereiro se comparado ao início do ano. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (16).

Na comparação do trimestre encerrado em fevereiro, ante o trimestre terminado em novembro de 2025, o IBC-Br teve uma alta de 1,1%. Enquanto no acumulado do ano corrente, a alta é de 0,4%, e nos últimos 12 meses um avanço de 1,9%.

O crescimento da economia foi impulsionado pelo setor da Indústria, que registrou alta de 1,2%. Os impostos tiveram um avanço de 0,8%, enquanto serviços subiram 0,3%. A agropecuária, que no último ano registrou um crescimento expressivo de , subiu apenas 0,2% em fevereiro.

Na medição do IBC-Br que exclui o peso da agropecuária, o crescimento também foi de 0,6% na comparação com janeiro, e de 1,1% na comparação entre trimestres.

O IBC-Br é um indicador criado para acompanhar o desempenho da economia brasileira de forma mais rápida e frequente do que o PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É divulgado mensalmente, permitindo uma leitura mais ágil da evolução econômica do país.

Embora utilize um conjunto mais restrito de informações do que o PIB medido pelo IBGE, o IBC-Br se destaca por sua frequência mensal e divulgação mais rápida, cerca de 45 dias após o mês de referência.

O IBC-Br é, portanto, um indicador complementar ao PIB. Enquanto o PIB oferece uma visão consolidada da economia, o IBC-Br ajuda a entender o “agora” da atividade econômica.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.