Bolsa cai, e dólar fecha estável com investidores atentos ao Oriente Médio
Dia foi marcado pela ausência de dados macroeconômicos ou novos avanços no conflito entre Estados Unidos e Irã

Em mais um dia marcado pelo ajuste dos mercados, o Índice Bovespa (Ibovespa) fechou a quinta-feira (16) com uma queda de 0,46% a 196,818.60 pontos. Sem grandes divulgações de dados macroeconômicos ou novos avanços no conflito entre Estados Unidos e Irã, os investidores realizam lucros.
No mesmo sentido, o dólar fechou o dia estável com uma queda de 0,01%, permanecendo cotado a R$ 4,99. A moeda norte-americana chegou a subir ao longo do dia, retomando o patamar de R$ 5,00, mas teve uma leve queda após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar uma nova rodada de negociações com o Irã.
O republicano afirmou que um acordo entre os países está próximo de ser fechado e que a próxima reunião com a República Islâmica deve ocorrer ainda neste fim de semana. Ele também sinalizou que o Irã teria aceitado não desenvolver armas nucleares por mais de 20 anos.
"O Irã quer fazer um acordo e estamos lidando muito bem com eles. Precisamos que o acordo garanta que o país não possa obter armas nucleares, isso é um grande fator. E eles estão dispostos a fazer coisas hoje que não estavam dispostos a fazer há dois meses”, disse Trump.
Para o analista de inteligência de mercado da StoneX, Leonel Mattos, os mercados perderam fôlego com a ausência de avanços concretos entre os Estados Unidos e o Irã. Nesse caso, ativos que vinham perdendo valor ganharam força, enquanto o real e o Ibovespa registraram correção.
Contudo, o especialista lembra que Trump anunciou um acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano por 10 dias. “O otimismo em torno de uma desescalada no Oriente Médio vinha sustentando maior apetite por risco, contribuindo para a valorização de moedas emergentes e mantendo o dólar abaixo de R$5,00 nas últimas sessões”, disse.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



