Petrobras reajusta preço da querosene de aviação em até 55%
Repasse contratual ocorre todo dia 1º, mas dessa vez é impactada pela alta global do barril de petróleo

A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (1º), um reajuste médio de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece aviões e helicópteros. A medida tem o potencial de impactar o custo das companhias e aumentar o preço das passagens aéreas.
Na prática, o preço do QAV é reajustado mensalmente, sempre no dia 1º. Porém, dessa vez a medida ocorre no momento em que o mundo enfrenta uma crise no mercado de petróleo, com o preço do barril subindo para mais de US$ 110 em razão da guerra entre Estados Unidos, Israel e o Irã.
A tabela com os novos preços foi publicada no site da companhia. Em março, o reajuste médio do querosene havia sido de cerca de 9%, enquanto em fevereiro houve uma queda de 1% no preço de revenda nas distribuidoras.
A companhia afirmou que deve parcelar o reajuste de abril. Distribuidoras que atendem à aviação comercial poderão optar por pagar apenas 18% de aumento e parcelar em até seis vezes a diferença, a partir de julho. De acordo com a estatal, a medida visa preservar a demanda e mitigar os eventos no setor de aviação.
“Esse instrumento contribui com a saúde financeira dos clientes da companhia ao mesmo tempo em que preserva neutralidade financeira para a Petrobras, considerando o cenário de forte elevação das cotações internacionais dos derivados de petróleo, intensificado por tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio”, justificou a estatal.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



