Novo presidente da FIEMG promete gestão voltada à desburocratização e qualificação profissional
Guilherme Abrantes que toma posse em janeiro defende redução da carga tributária, fortalecimento da educação e diálogo com candidatos nas eleições de 2026

O empresário Guilherme Abrantes, presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) para o mandato 2027-2030 apresentou as prioridades da nova gestão em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (21), na sede da entidade. Abrantes informou que pretende atuar pelo fortalecimento da indústria mineira, com foco na redução da burocracia, na qualificação da mão de obra e na melhoria do ambiente de negócios.
Guilherme Abrantes destacou que a educação continuará sendo uma das principais bandeiras da entidade, dando sequência ao trabalho desenvolvido pela gestão de Flávio Roscoe. "Quero fortalecer cada vez mais a educação junto com o crescimento da indústria. Mudar a vida das pessoas é o mais importante, e hoje as escolas do SESI e do SENAI estão extremamente bem preparadas para contribuir com essa transformação", afirmou.
Desburocratização e reforma tributária
O novo presidente defendeu mudanças para tornar o ambiente de negócios mais favorável ao empreendedor brasileiro. Segundo ele, o excesso de burocracia e a elevada carga tributária dificultam o crescimento das empresas. "Hoje, empreender no Brasil é muito difícil. Os governantes precisam ajudar quem quer crescer, investir e fazer diferente. Se conseguirmos desburocratizar e melhorar a carga tributária, o Brasil vai andar. Temos uma riqueza muito grande e um enorme potencial de crescimento."
Agroindústria também está entre as prioridades
Empresário do setor de laticínios, Guilherme Abrantes também falou sobre os desafios da agroindústria, segmento que, segundo ele, pode ampliar sua participação na economia brasileira caso haja avanços nas reformas em discussão no Congresso Nacional. "Tenho certeza de que a agroindústria vai crescer muito. O Brasil depende disso. Temos área, capacidade de produção e condições para fazer diferente."
Educação e tecnologia para enfrentar a falta de mão de obra
Outro tema abordado foi a dificuldade das empresas para contratar trabalhadores qualificados. Para o presidente da FIEMG, a solução passa pelo fortalecimento da educação profissional e pela adaptação da formação às novas tecnologias. "A reestruturação precisa ser contínua. Com um bom ensino e uma boa preparação, diminuímos a falta de mão de obra. Precisamos informatizar, investir em tecnologia e preparar as pessoas para esse novo mercado."
FIEMG manterá postura apartidária
Questionado sobre o cenário político, Abrantes afirmou que a FIEMG continuará sendo uma entidade apartidária, mas promoverá o diálogo com os candidatos aos governos estadual e federal durante o período eleitoral. "A FIEMG vai ouvir todos os candidatos. Somos uma entidade apartidária, mas queremos conhecer as propostas para a indústria. Vamos apoiar iniciativas que contribuam para o crescimento da indústria e do Brasil."
Principal desafio da gestão
Ao falar sobre os próximos anos à frente da Federação, Guilherme Abrantes voltou a defender uma revisão da carga tributária como condição para ampliar a competitividade da indústria nacional. "O maior desafio é vencer essa carga tributária que dificulta tanto o crescimento. Ser empreendedor no Brasil não é fácil. Vamos trabalhar para criar um ambiente mais favorável para quem produz, investe e gera empregos."
A transição entre a atual diretoria e a nova gestão será iniciada nos próximos meses, conforme explicou o agora presidente licenciado da FIEMG, Flávio Roscoe. O objetivo é garantir continuidade às ações da entidade antes do início oficial do mandato 2027-2030.
Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.



