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Justiça dos EUA suspende compra da Warner Bros pela Paramount

Ação movida por 12 estados norte-americanos argumenta que fusão das gigantes poderia encarecer o cinema e a TV a cabo

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Paramount afirma que falta transparência no acordo entre Warner e Netflix
Negócio é avaliado em US$ 110 bilhões • AFP

A Justiça nos Estados Unidos suspendeu a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, nesta segunda-feira (20). A decisão atende o pedido de uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, que argumentam que a fusão poderia criar um grupo poderoso o suficiente para aumentar os preços dos cinemas e de programas de TV.

A ação também argumenta que, se a compra for concluída antes de uma decisão final da Justiça, a Paramount poderia demitir funcionários e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. O negócio é avaliado em US$ 110 bilhões, ou cerca de R$ 562 bilhões na cotação atual.

Os estados também afirmam que o acordo viola a legislação federal, que proíbe fusões que possam minar a concorrência dos setores. A denúncia destaca que a empresa controlaria aproximadamente 27% da distribuição de filmes e cerca de 27% do licenciamento de canais de TV a cabo.

Por sua vez, a Paramount afirmou que o processo distorce a legislação antitruste consolidada e que atrasar a transação pode prejudicar os trabalhadores do entretenimento. No mês passado, a empresa obteve autorização das reguladoras do setor para seguir com o negócio.

Internacionalmente, o negócio foi aprovado em mais de 20 países e regiões. No Brasil, por exemplo, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a fusão sem restrições no dia 8 de julho. A área técnica do órgão afirmou que, embora o negócio reúna alguns dos principais ativos do setor, a concorrência no mercado ainda é grande.

O negócio também foi aprovado na China e Austrália. Já outros reguladores internacionais de mercados importantes para a indústria do entretenimento ainda analisam o acordo, como o Reino Unido e a União Europeia.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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