Inter debate futuro das duplicatas escriturais em evento para PJ
Digitalização de duplicatas promete reduzir fraudes e ampliar liquidez para o setor produtivo; mudanças entram em vigor em junho de 2026

Inter realiza nesta quinta-feira (16), em Belo Horizonte, um encontro voltado para clientes de Pessoa Jurídica (PJ) com foco em duplicatas escriturais.
O evento, realizado em parceria com a Nuclea, provedora de infraestrutura para o mercado financeiro, visa preparar as empresas para as novas diretrizes de duplicata escritural do Banco Central (BC), que entram em vigor, de forma gradual, a partir de junho deste ano.
O evento ocorre no Inter Café do bairro Belvedere, região Centro-Sul de Belo Horizonte, e tem o objetivo de abordar desde conceitos básicos até o panorama regulatório e as oportunidades de crédito geradas pela Resolução 339/2023 do BC. A programação conta com:
- André Valério, Economista Sênior do Inter: cenário macroeconômico
- Mariana Russo, Especialista do Inter, e Christian Vincent, Diretor Comercial da Nuclea: a nova regulação das duplicatas escriturais
De acordo com o diretor de Varejo PJ do Inter, Marcello Marcomini, a meta é posicionar a instituição como parceira central das empresas desde o primeiro dia da fase de produção assistida, dentro da estratégia da companhia de atendimento das principais demandas do público empresarial.
O evento conta com clientes convidados em Belo Horizonte, e será expandido para outras cidades, como São Paulo
Oportunidades com as mudanças das duplicatas escriturais
Atualmente, estima-se que apenas 20% do volume emitido em duplicatas no Brasil seja utilizado como lastro em operações de crédito. A nova regra busca inverter esse cenário ao tornar o registro eletrônico obrigatório para antecipações ou garantias, aumentando a transparência e a segurança das operações, além de facilitar o acesso a diferentes instituições financeiras e reduzir riscos de fraude.
"Acreditamos que fomentar o crédito é fundamental para ajudarmos nossos clientes a continuarem crescendo”, afirma o diretor do Inter. Para Marcomini, a digitalização do ativo traz ainda mais segurança jurídica e clareza nas obrigações financeiras.
O que é uma duplicata?
A duplicata é um título de crédito utilizado em vendas a prazo principalmente entre empresas. Na prática, funciona como um documento que comprova a obrigação de pagamento por parte do comprador.
O que é uma duplicata escritural?
A duplicata escritural mantém a mesma lógica, mas é emitida e controlada de forma totalmente eletrônica por entidades autorizadas pelo BC.
O que muda com a Resolução 339/2023 do Banco Central?
As principais alterações incluem:
- Duplicatas digitais: as duplicatas passam a ser 100% digitais, garantindo maior rastreabilidade
- Mais opções de crédito: ao registrar a duplicata digitalmente, as empresas podem negociar crédito com diferentes instituições financeiras
- Registro Obrigatório: para negociar o título, será necessário o registro em uma escrituradora autorizada pelo BC
- Rastreabilidade das operações: as duplicatas registradas ficarão visíveis para acompanhamento desde a emissão até o pagamento
- Aceite Explícito: o comprador (sacado) deverá confirmar ou recusar o título formalmente no sistema
- Integração com notas fiscais eletrônicas: a conexão direta com a Nota Fiscal Eletrônica reduz erros e mitiga o risco de fraudes
- Controle dos recebíveis: as empresas ganham mais visibilidade sobre seus títulos, tornando a gestão financeira mais eficiente
Para quando estão previstas as mudanças?
As mudanças estabelecidas pelo BC serão aplicadas em fases, permitindo uma transição controlada para o mercado, o cronograma previsto é:
- Junho de 2026: início da produção assistida (migração opcional)
- Junho de 2027: obrigatoriedade para empresas de grande porte
- Janeiro de 2028: implementação para empresas de médio porte
- Junho de 2028: prazo final para empresas de pequeno porte
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