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PPP's na habitação urbana: projeto no Recife repensa a moradia popular

Iniciativa pioneira amplia oferta de empreendimentos para famílias de baixa renda e mercado popular no centro da cidade pernambucana

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Iniciativa pioneira amplia oferta de empreendimentos para famílias de baixa renda no centro do Recife
Iniciativa pioneira amplia oferta de empreendimentos para famílias de baixa renda no centro do Recife • GOV

Um projeto pioneiro no Recife (PE) busca ampliar o acesso à moradia popular na área central do município. O programa Morar no Centro prevê a construção de, no mínimo, 1.128 unidades habitacionais, das quais 637 serão destinadas à locação social, com aluguéis entre R$ 200 e R$ 1.300 mil.

A iniciativa é resultado de uma parceria público-privada (PPP), na modalidade de concessão patrocinada, e integra o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e o Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Segundo o Ministério das Cidades, o projeto inaugura um modelo inovador de concessão voltado à locação social e já serve de referência para outros municípios.

Habitação

O projeto prevê a implantação de quatro empreendimentos em áreas centrais, combinando retrofit de imóveis existentes e novas construções. Os conjuntos contarão com espaços comuns e áreas de lazer. As unidades variam de estúdios a apartamentos de três dormitórios, com diferentes tipologias para atender a diversos perfis familiares. Os imóveis serão entregues prontos para morar, equipados com fogão, geladeira, chuveiro e mobília básica.

Voltado a famílias com renda entre um e 3,5 salários mínimos, o modelo busca garantir ocupação equilibrada e diversidade social. Os condomínios terão serviços de manutenção, limpeza e gestão incluídos, além de ações de trabalho social voltadas à capacitação dos moradores e à melhoria da qualidade de vida. De acordo com a prefeitura, o valor do aluguel será proporcional à renda familiar.

Além das moradias, o projeto prevê a construção da Orquestra Criança Cidadã e de uma creche no térreo do empreendimento Pátio 304.

Contrato

O contrato de concessão patrocinada terá duração de 25 anos, com valor estimado em R$ 644,5 milhões, sendo R$ 266 milhões em investimentos. A sessão pública de leilão está marcada para 26 de maio, às 15h, na B3. O projeto está em fase de licitação, e os interessados podem agendar participação em reunião de apresentação ao mercado até 8 de maio.

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Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.