Estudo aponta Brasil entre as principais referências em políticas públicas para biocombustíveis
Com políticas consolidadas e ambiente regulatório robusto, país se destaca no cenário global de transição energética

De acordo com estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Brasil se consolidou como uma das principais referências globais em políticas públicas para biocombustíveis, apoiado por um arcabouço regulatório amplo e integrado que estimula tanto a produção quanto o consumo dessas fontes renováveis.
O Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE) destaca que essa posição de liderança é fruto de medidas como a obrigatoriedade de mistura de etanol anidro à gasolina C e de biodiesel ao diesel B, instrumentos que garantem mercado estável, previsibilidade e participação crescente dos biocombustíveis na matriz energética nacional.
A diferenciação tributária entre combustíveis e a ampla adoção dos veículos flex fuel também fortalecem o setor, ampliando o uso do etanol. Além disso, o país conta com programas estruturantes, como o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), e iniciativas voltadas à mobilidade de baixo carbono e à captura e estocagem geológica de CO₂, que reforçam a estratégia de descarbonização.
Segundo a EPE, esse conjunto de políticas incentiva investimentos, sustenta a expansão dos biocombustíveis e contribui para a eficiência energética e a redução de emissões de gases de efeito estufa. O marco regulatório brasileiro, ao integrar diferentes iniciativas e garantir previsibilidade ao setor, consolida o país como um dos líderes mundiais na transição para combustíveis mais limpos.
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), atualmente mestranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já atuou na Band Minas e na TV Alterosa.



