Belo Horizonte
Itatiaia

Do café ao queijo, Minas se destaca no agro

Produção diversificada e tecnologia fortalecem o estado no mercado interno e externo

Por
Com qualidade e tradição, queijo mineiro impulsiona renda e fortalece a agricultura familiar • Anderson Porto | Itatiaia

Em Minas Gerais, o agronegócio se destaca pela diversidade e pela força produtiva. O estado lidera a produção nacional de café, leite, batata, alho e morango, entre outros itens. Impulsionado pela tecnologia, o setor também se sobressai no complexo da soja, nas cadeias de carnes bovina, suína e de aves, nos cafés especiais, nos produtos florestais e na indústria sucroenergética.

O secretário de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais, Thales Fernandes, ressalta que o estado possui uma das mais amplas pautas produtivas do país.

“Hoje, estamos atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo. Mas já nos aproximamos e trabalhamos para nos consolidar como a terceira maior potência agropecuária do Brasil. Os números mostram essa diversidade: somos o maior produtor de café e leite do país, além de liderarmos a produção de alho, morango e batata, e ocupamos a segunda posição na produção de laranja”, afirma.

secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes • Anderson Porto | Itatiaia
secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes • Anderson Porto | Itatiaia

O setor agropecuário responde por cerca de 22% do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro. Café e complexo da soja lideram as exportações, tendo a China como um dos principais destinos. Ao mesmo tempo, cresce a aposta em produtos com maior valor agregado.

Nesse cenário, a cadeia da cana-de-açúcar vai além da produção de açúcar e etanol e ganha destaque com a cachaça. Minas Gerais concentra o maior número de rótulos registrados no país, com 2,49 mil marcas, o equivalente a 34,5% do total nacional, além de reunir 501 estabelecimentos produtores, cerca de 39,6% do total brasileiro. Em Pitangui, na região Centro-Oeste do estado, o produtor Davi Lima observa a evolução do setor.

“Minas é referência nacional. Embora existam cachaças de qualidade em outros estados, o crescimento no Brasil tem sido impulsionado pela valorização dos rótulos, da apresentação e da qualidade. Hoje há muitos produtos competitivos no mercado, e Minas funciona como vitrine desse movimento”, destaca.

Davi Lima, produtor de cachaça • Anderson Porto | Itatiaia
Davi Lima, produtor de cachaça • Anderson Porto | Itatiaia

A produção leiteira também se traduz em valor agregado com os queijos. Em 2025, a agroindústria familiar mineira produziu 43 mil toneladas, sendo 18 mil toneladas de Queijo Minas Artesanal (QMA), reconhecido como patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o produtor Delmar Macedo enfatiza o cuidado na produção.

“Mais do que produzir queijo, buscamos excelência. A qualidade começa no curral, com manejo adequado e animais bem tratados, sem resíduos de antibióticos. Esse cuidado se reflete diretamente no produto final”, explica.

Delmar Macedo, produtor de queijos • Anderson Porto | Itatiaia
Delmar Macedo, produtor de queijos • Anderson Porto | Itatiaia

Cachaça e queijo exemplificam o protagonismo da agricultura familiar no estado. Segundo o secretário Thales Fernandes, o segmento ganha força especialmente na produção de itens diferenciados.

“A agricultura familiar é essencial para Minas, sobretudo na produção de itens com valor agregado, como queijos, cachaças, azeites, vinhos e embutidos. Esse conjunto fortalece não apenas a economia, mas também a culinária e o turismo no estado”, conclui.

Confira a reportagem completa:

Por

Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.