Circuit Breaker: Bolsa brasileira despenca 16% em negociações e dólar salta
Segundo a B3, o mecanismo de circuit breaker, que suspende as negociações para conter quedas abruptas, foi acionado pela primeira vez desde a pandemia de Covid-19, em 2020

A bolsa brasileira registrou forte queda nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após o resultado das eleições de 2026. Os ativos à vista despencaram, levando o Ibovespa a acionar o circuit breaker e a afundar mais de 16% (dezesseis por cento), com grande parte dos papéis em leilão.
Por volta das 10h40 (de Brasília), o Ibovespa afundava mais de 16% (dezesseis por cento), atingindo 171 mil pontos. Apesar de as negociações estarem abertas, grande parte dos ativos brasileiros passava pelo processo de leilão devido à volatilidade extrema.
Segundo a B3, o mecanismo de circuit breaker, que suspende as negociações para conter quedas abruptas, foi acionado pela primeira vez desde a pandemia de Covid-19, em 2020, devido à alta volatilidade no mercado brasileiro. A última vez que o Ibovespa registrou uma forte queda similar foi em dezembro.
Por meia hora, diversos ativos tiveram seus negócios paralisados, incluindo renda fixa privada, opções referenciadas em ações, BDR (Brazilian Depositary Receipts), Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap e ETFs (Exchange Traded Funds).
Enquanto a bolsa caía, o dólar disparava ante o real. Na abertura, a moeda norte-americana alcançou alta de 12,52% (doze vírgula cinquenta e dois por cento), sendo cotada a R$ 5,60 (cinco reais e sessenta centavos). Contrastando com cenários anteriores das eleições de 2026, quando o Ibovespa saltou e o dólar caiu após o primeiro turno.
O Ibovespa futuro, com vencimento em 16 de dezembro de 2026, chegou a desabar mais de 17% (dezessete por cento) nos primeiros negócios, com o mercado reagindo ao último domingo de pleito deste ano.
Essa forte queda ocorreu em meio a alterações nos limites inferiores de oscilação diária para todos os vencimentos dos contratos futuros do Ibovespa, ampliados para até -20% (vinte por cento). O limite inicial para a retração havia sido definido em até -15% (quinze por cento), mas foi novamente alterado diante da volatilidade.
Por volta das 10h10 (de Brasília), o contrato com vencimento em 16 de dezembro INDZ26 afundava 16,74% (dezesseis vírgula setenta e quatro por cento), a 173.260 pontos, sinalizando uma abertura complicada no mercado à vista de ações.
As taxas dos DIs, conhecidos como juros futuros, também saltaram. Os contratos para janeiro de 2021 dispararam 182 (cento e oitenta e dois) pontos-base, atingindo 14,46% (quatorze vírgula quarenta e seis por cento). Já para janeiro de 2027, as taxas alcançaram 14% (quatorze por cento), com alta de 54 (cinquenta e quatro) pontos-base.
A notícia está em atualização.
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