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60% dos brasileiros confiam na inteligência artificial para gerir gastos

Estudo Acrobacia Financeira revela que ferramentas digitais são vistas como aliadas práticas para organizar o orçamento doméstico

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Inteligência Artificial
Imagem ilustrativa • Reprodução | Canva

O uso de tecnologias avançadas para a gestão do dinheiro deixou de ser uma tendência futurista para se tornar uma realidade cotidiana no Brasil. De acordo com o relatório Acrobacia Financeira, publicado em dezembro de 2025, a inteligência artificial (IA) e os aplicativos bancários ganharam a confiança da população como ferramentas essenciais para a tomada de decisão.

A pesquisa, realizada pela Consumoteca a pedido do Inter, aponta que 60% dos brasileiros confiam na IA para gerir suas finanças, um índice que supera a confiança depositada em influenciadores financeiros (48%).

O estudo revela que a tecnologia é vista como um suporte imparcial em um cenário de alta instabilidade econômica. Para o brasileiro, que vive o que o estudo chama de "tensão da corda bamba", a IA oferece uma solução prática que os modelos tradicionais de educação financeira não conseguem entregar: a tradução do improviso cotidiano em ferramentas estruturadas.

Confiança digital e a "tecnologia de sobrevivência"

A adesão às ferramentas digitais é impulsionada pela busca por eficácia e privacidade. Segundo os dados, 74% dos entrevistados confiam em aplicativos bancários para a gestão financeira, ficando atrás apenas de consultorias especializadas (75%). Além disso, 72% acreditam que os apps facilitam o pedido de empréstimos e muitos preferem o canal digital para evitar o constrangimento de interações humanas em momentos de crise.

O relatório destaca que o brasileiro busca uma "tecnologia de sobrevivência". Isso significa que, além de conceitos teóricos, o público quer ferramentas com funcionalidades que ajudem a:

  • Comparar taxas de juros e serviços de forma automática;
  • Indicar o melhor benefício ou produto para o momento específico;
  • Automatizar "hacks" financeiros, como o parcelamento estratégico de contas e o uso de limites de crédito.

O abismo entre a teoria e a urgência prática

Um dos pontos centrais do estudo é a ineficácia dos métodos tradicionais de ensino financeiro. Embora 91% dos brasileiros afirmem que precisam aprender mais sobre finanças, 6 em cada 10 concordam que a educação financeira atual não resolve seus problemas imediatos.

Isso ocorre porque o aprendizado desejado pelo público é instintivo, fragmentado e orientado pela urgência. E a IA preenche essa lacuna ao oferecer respostas personalizadas e em tempo real.

Enquanto os influenciadores digitais são vistos como distantes da realidade de quem vive no limite do orçamento, a IA é percebida como uma ferramenta que entende o contexto individual e apresenta soluções intuitivas. O desafio para as instituições financeiras, conforme sugere o relatório, é "traduzir o improviso em ferramentas estruturadas".

Impacto emocional e o papel da automação

O estresse financeiro atinge 84% dos brasileiros, que relatam problemas de saúde física ou mental devido a preocupações com dinheiro. “É você trabalhar, trabalhar... para pagar conta. Isso pra mim é dívida, é estresse financeiro", afirma Leandro, 47 anos, entrevistado para a pesquisa.

Nesse cenário, a automação proporcionada pela IA atua como um redutor de ansiedade. Ao delegar parte da gestão para algoritmos que monitoram gastos e sugerem cortes, o usuário ganha fôlego para lidar com o "caos" financeiro.

O estudo conclui que a tecnologia só é eficaz quando está presente na rotina, entende o contexto e apresenta soluções práticas. Para o "acrobata" brasileiro, a IA não é apenas um luxo tecnológico, mas o ponto de equilíbrio necessário para atravessar o mês sem cair na insolvência.

FAQ ― Perguntas frequentes

Como a tecnologia ajuda quem está endividado?

A tecnologia facilita a comparação de taxas, indica melhores produtos de crédito e automatiza o controle de gastos, reduzindo o estresse da gestão manual.

Por que os aplicativos bancários são preferidos em relação aos influenciadores?

Os apps são vistos como ferramentas práticas e imparciais que lidam com a realidade do saldo do usuário, enquanto influenciadores costumam focar em investimentos de longo prazo distantes da realidade da maioria.

A IA pode substituir a educação financeira tradicional?

O estudo sugere que a IA deve complementar a educação, transformando o conhecimento teórico em ações práticas e automáticas que resolvam problemas imediatos.

Qual o principal benefício da IA citado pelos usuários?

A capacidade de oferecer suporte na tomada de decisão de forma intuitiva e sem o julgamento humano, o que aumenta a sensação de controle.

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Jornalista e especialista em comunicação digital. Formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), atua em estratégia editorial digital, planejamento e produção de conteúdo para web em formato multiplataforma e foco em SEO para notícias. Na Itatiaia, Larissa Reis é freelancer e colabora com conteúdos de GEO.