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Mulheres recebem 21,2% menos que os homens, aponta relatório

Principais motivos elencados pelos empregadores para a diferença salarial são experiência na empresa, metas de produção e plano de cargos e salários ou carreira

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Carteira de trabalho  • Gabriel Jabur/Agência Brasília

As mulheres seguem recebendo 21,2% menos que os homens. É o que aponta o 4º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta segunda-feira (3), com base em informações prestadas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) no 2º semestre de 2024 e 1º semestre de 2025.

De acordo com o levantamento, a remuneração média das mulheres no período foi de R$ 3.908,76, enquanto a dos homens foi de R$ 4.958,43.

Os principais motivos elencados pelos empregadores para a diferença salarial são experiência na empresa (78,7%), metas de produção (64,9%) e plano de cargos e salários ou carreira (56,4%).

Já a proporção de mulheres ocupadas cresceu de 40%, em 2023, para 41,1%, em 2025, saltou de 7,2 milhões para 8,0 milhões. Segundo o MTE, se a massa salarial acompanhasse o aumento de mulheres no mercado de trabalho entrariam R$ 92,7 bilhões na economia.

Os estados com maior diferença salarial de remuneração média são o Paraná (28,5%) e o Rio de Janeiro (28,5%), seguido por Santa Catarina (27,9%), Mato Grosso (27,9%) e Espírito Santo (26,9%). Já as menores diferenças estão no Piauí (7,2%), Amapá (8,9%), Acre (9,1%) Distrito Federal (9,3%), Ceará (9,9%) e Pernambuco (10,4%).

Diferença racial

O relatório indica também que a diferença é ainda maior entre mulheres negras e homens não negros. Enquanto os salários medianos de admissão são de R$1.836,00, eles recebem R$2.764,30. Já a diferença do rendimento médio cresce para 53,3% entre mulheres negras (R$2.986,50) e homens não negros (R$6.391,94).

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Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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