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Mercado espera manutenção da Selic em 15% até 2026

Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne até quarta-feira (5) para decidir a taxa básica de juros brasileira

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Copom sinalizou corte nos juros em março • Rafa Neddermeyer | Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai iniciar a reunião que define a taxa básica de juros, a Selic, nesta terça-feira (4). O resultado será divulgado somente no dia seguinte, mas o mercado financeiro não espera uma mudança de rumo por parte dos diretores da autoridade monetária brasileira.

A expectativa para o comunicado da quarta-feira (5) é de manutenção da taxa básica em 15% ao ano, em linha com a ata do Copom da reunião de setembro. Na ocasião, os diretores sinalizaram para um patamar elevado da Selic por um “período bastante prolongado”, e não descartaram iniciar um novo ciclo de altas.

“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, disse o Banco Central.

Porém, o comunicado pode indicar uma mudança de tom do Copom, segundo avaliação da economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vitoria. A especialista cita uma leitura de desaceleração da inflação, que segundo o Boletim Focus se aproxima do teto da meta de 4,5%, além de um câmbio controlado.

“O comunicado pode indicar uma mudança de tom do comitê, que vem mantendo uma postura mais dura nas últimas reuniões. O cenário evoluiu de maneira positiva desde a última revisão, não somente com a queda da inflação além do esperado, mas também importante revisão das expectativas, inclusive para os prazos mais longos”, disse a economista do Inter.

Comunicado pode permanecer duro

Na leitura do gestor de renda fixa do Inter Asset, Ian Lima, o comunicado do Copom deve reforçar a estratégia de manutenção da Selic em patamares elevados. Para ele, o tom deve permanecer duro e com poucas modificações, em especial no balanço de riscos.

“Apesar da melhora inequívoca das expectativas do Focus entre reuniões (que já sugere uma reancoragem parcial) e um qualitativo de inflação corrente bastante benigno, condizente com a eficácia da atual política restritiva”, disse.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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