Em ‘sobe e desce’, ações da Azul disparam quase 200% na Bolsa
Volatilidade nas ações da Azul ocorre na esteira do processo de Recuperação Judicial da companhia nos Estados Unidos

As ações da Azul Linhas Aéreas (AZUL54) na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, vivem um momento de alta volatilidade. Após registrarem uma queda de mais de 90% na quinta-feira (8), os R$ 25,00, os papeis da companhia subiram 200% na sexta-feira (9) e fecharam a semana cotados a R$ 75,00.
O “sobe e desce” da Azul ocorre em um momento de alta especulação e baixa liquidez das ações da empresa, que passou por uma reestruturação com o aumento de capital da companhia em meio ao processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, o Chapter 11. Assim, os papeis apresentam alto risco para os investidores minoritários.
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Cabe lembrar que as ações são negociadas em um lote de 10.000 ações. Assim, o valor unitário dos papéis preferenciais, que dão prioridade no recebimento de dividendos, é de R$ 0,0075. No final de 2025, a empresa aprovou uma oferta pública de ações para levantar R$ 7,44 bilhões, emitindo 1,4 trilhão de ações. Foram cerca de 723 bilhões de ações ordinárias, cada uma emitida por R$ 0,0001, e 723 bilhões de ações preferenciais, emitidas por R$ 0,01.
O objetivo da capitalização obrigatória de senior notes, que permite conversão das dívidas com credores em ações. Assim, os investidores que a Azul possui débitos passam a deter uma participação na empresa, reduzindo o endividamento e aliviando o fluxo de caixa da companhia aérea. O movimento, porém, não agradou aos acionistas minoritários, que tiveram sua participação diluída.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



