Dólar registra leve alta com dados dos empregos nos EUA
Mercado ainda retomou a cautela após duas sessões de alta e com investidores demonstrando apetite por ativos de risco

O dólar registrou uma valorização frente ao real pela primeira vez em 2026, nesta quarta-feira (7). A moeda americana teve um leve avanço de 0,08% aos R$ 5,38, com investidores repercutindo dados da economia dos Estados Unidos e precificando a próxima decisão do Federal Reserve, o Banco Central americano, sobre a taxa de juros.
Sem a divulgação de indicadores da economia brasileira, o mercado voltou seus radares para relatórios nos EUA. A divulgação do ADP, sobre a criação de vagas no setor privado, ficou abaixo do esperado em dezembro. Foram cerca de 41 mil postos de trabalho em dezembro, enquanto o mercado esperava 47 mil vagas.
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A pesquisa JOLTS de novembro, que mede as vagas abertas, também registrou uma queda maior do que o esperado. O documento mostra que o número de postos abertos caiu em 303 mil no mês, para 7,2 milhões. “Embora tenham apresentado sinais mistos, [os indicadores] reforçaram a percepção de que a economia segue majoritariamente resiliente”, disse o analista de inteligência de mercado da StoneX, Leonel Mattos.
Em contrapartida, o especialista destaca que o índice de atividade do setor de serviços medido pelo ISM registrou uma alta expressiva em novembro, sugerindo uma economia americana robusta. “Esse quadro tende a reduzir as apostas em cortes mais agressivos de juros pelo Federal Reserve, fortalecendo a moeda americana”, destacou.
Outro ponto de valorização da moeda foi o anúncio do presidente Donald Trump de que os Estados Unidos vai receber 50 milhões de barris de petróleo sancionado da Venezuela. O mercado espera que a decisão amplie a oferta global do commodity, pressionando os preços futuros.
“Ao longo da sessão, essa expectativa se materializou, com o petróleo registrando desvalorização. Esse movimento, por sua vez, favoreceu o dólar frente a moedas de países exportadores de commodities, como o rand sul-africano, a coroa norueguesa e o real”, completou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.


