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Bolsa cai, e dólar dispara com Flávio Bolsonaro pré-candidato à Presidência

Mercado reagiu mal a indicação de Flávio, e demostrou clara preferência ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

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Senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro • Wilson Dias | EBC

O mercado reagiu mal a indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para ser pré-candidato à Presidência da República, nesta sexta-feira (5). O Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador do mercado de ações brasileiro, fechou o dia com uma forte queda de 4,31%, anulando todo o ganho de três recordes consecutivos, aos 157.367 pontos.

No mesmo sentido, o dólar disparou, com um avanço de 2,34%, após fechar a quinta-feira (4) na estabilidade. A moeda americana fechou o dia a R$ 5,43, com os investidores repercutindo um trade eleitoral que pode levar volatilidade ao mercado em 2026.

A queda do mercado começou por volta de 14h, quando as especulações da pré-candidatura de Flávio com as bênçãos do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), começaram a surgir na imprensa . Pouco mais de uma hora depois, o senador foi às redes sociais confirmar a informação e disse que pretende seguir o projeto do pai.

“Eu não vou ficar de braços cruzados enquanto vejo a esperança das famílias sendo apagada e nossa democracia sucumbindo. O nosso país vive dias difíceis, em que muitos se sentem abandonados, aposentados são roubados pelo próprio governo, narco-terroristas dominam cidades e exploram trabalhadores, estatais voltaram a ser saqueadas, novos impostos não param de ser criados ou aumentados, nossas crianças não têm expectativas de futuro”, disse.

Já o economista sênior do Inter, André Valério, ressalta que houve uma “grande frustração” na expectativa de que Tarcísio fosse o candidato. O movimento causou uma aversão ao risco elevada e levou investidores a realizarem lucros, ou seja, venderem suas posições. Segundo o economista, a leitura é de que um candidato da família Bolsonaro enfraqueça a oposição.

“Mesmo que o anúncio tenha sido de uma pré-candidatura, e que pode mudar à frente, tal mudança não aconteceria no curtíssimo prazo e contribuiria para manter a oposição dividida e aumenta a incerteza para os potenciais candidatos. Assim, o mercado passa a precificar com maior probabilidade a continuidade do atual governo, o que implica em juros mais elevados a partir de 2027 e menor rigor no controle de gastos”, destacou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.