Governo já gastou R$ 7 bilhões com subsídio do diesel, diz ANP
Política de subvenção aos combustíveis foi criada após a disparada no preço do petróleo com a guerra no oriente médio

O governo federal já empenhou cerca de R$ 7,03 bilhões nos programas de subvenção aos combustíveis, criados para conter a alta dos preços provocada pela disparada do barril de petróleo em meio a guerra entre Estados Unidos e Irã. Os dados foram apresentados em balanço da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, nessa segunda-feira (3).
Somente o programa para conter o preço do óleo diesel teve um gasto de R$ 7 bilhões, enquanto outros R$ 43 milhões foram gastos no gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de cozinha. Os subsídios são bancados pelo imposto de exportação sobre o petróleo, cobrado sobre as petroleiras com alíquota de 12%.
O Ministério da Fazenda chegou a anunciar uma redução gradual dos subsídios aos combustíveis no final de junho, quando EUA e Irã havia anunciado uma trégua parcial e o barril do petróleo retornou para um patamar próximo a US$ 70,00. Contudo, a pasta recuou com a escalada da guerra e a nova disparada do preço da commodity para mais de US$ 90.
Atualmente, estão em vigor os subsídios de R$ 1,12 por litro de óleo diesel, R$ 850 por tonelada de GLP, ou R$ 11,05 por botijão de 13 quilos. Em julho, o governo prorrogou por 30 dias um subsídio de R$ 0,44 no litro da gasolina, com previsão de gastar mais R$ 1,2 bilhão até agosto.
A maior parte dos repasses está concentrada na Petrobras, principal fornecedora do país. Somente em julho, a estatal informou ter recebido R$ 6,2 bilhões por meio dos programas de incentivos do governo federal.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



