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Endividamento das famílias fica estável em junho, aponta Banco Central

Índice alcança 49,8% da renda anual das famílias; em 12 meses, indicador subiu um ponto percentual

PorBrasília
Prédio do Banco Central
Prédio do Banco Central, em Brasília. • Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O endividamento das famílias brasileiras ficou estável em junho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Banco Central. O índice alcançou 49,8% da renda anual das famílias, repetindo o resultado registrado em maio.

Apesar da estabilidade no mês, o indicador apresenta alta na comparação com o mesmo período do ano passado. Em 12 meses, o endividamento avançou um ponto percentual.

O levantamento do Banco Central considera o saldo das dívidas das famílias em relação à renda acumulada nos últimos 12 meses. O cálculo inclui operações de crédito contratadas pelos consumidores, como empréstimos e financiamentos.

O cenário mostra que, embora o nível de endividamento não tenha aumentado entre maio e junho, as famílias continuam convivendo com um volume elevado de compromissos financeiros.

Os dados também ajudam a dimensionar o peso do crédito sobre o orçamento dos brasileiros. A evolução dos juros e das condições de financiamento tem impacto direto na capacidade de pagamento e no consumo das famílias.

O resultado divulgado pelo Banco Central ocorre em um cenário de endividamento elevado entre os consumidores. Segundo a Confederação Nacional do Comércio, 82% das famílias brasileiras tinham algum tipo de dívida em julho, o maior percentual da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor.

Os números, no entanto, utilizam metodologias diferentes: enquanto o Banco Central mede o peso das dívidas em relação à renda, a pesquisa da CNC aponta a parcela de famílias que declara possuir dívidas.

Com isso, os dados mais recentes indicam que o endividamento segue sendo um dos principais pontos de atenção para o orçamento das famílias brasileiras.

 

Por, Repórter

João Pedro Melo é jornalista, formado pelo UniCEUB. Tem mais de dez anos de experiência na cobertura de Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Supremo Tribunal Federal. Teve passagens pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação como repórter de política na TV e no rádio.

 

 

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