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Custo da cesta básica em BH sobe e bate recorde em junho

Dos 13 itens que compõem a cesta básica, os preços de oito subiram em junho

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A pesquisa feita pelo Dieese leva em consideração os preços da cesta básica
Cesta básica teve alta de 0,52% no mês passado • Rômulo Ávila/ Itatiaia

O custo da cesta básica em Belo Horizonte subiu 0,52% em junho de 2026, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead) da UFMG, divulgados nesta sexta-feira (3). Com a alta, o valor da cesta atingiu R$ 800,76 pela primeira vez na série histórica.

Em junho, o custo da cesta representou 49,40% do valor do salário mínimo (R$ 1.621,00). Essa proporção teve uma leve queda em relação ao mesmo mês em 2025, quando era 49,68% e a cesta custava R$ 46,69 a menos que atualmente. Contudo, na época o piso nacional de remuneração era de R$ 1.518,00.

“Ou seja, embora a cesta esteja mais cara em termos nominais, atualmente ela representa uma parcela ligeiramente menor do salário mínimo”, disse o Ipead. No ano, o custo da cesta básica em BH acumula uma alta de 7,8% no ano, e de 6,19% nos últimos 12 meses.

Dos 13 itens que compõem a cesta básica, os preços de oito subiram em junho. Os itens com as maiores altas foram: feijão carioquinha (9,23%), tomate (4,63%) e leite (3,81%). As maiores quedas foram: café moído (-7,18%), manteiga (-6,73%) e óleo de soja (-6,23%).

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.