Copa de 2026 influencia consumo e aproxima brasileiros de marcas patrocinadoras
Encontros com amigos, churrascos e interação nas redes devem marcar o comportamento dos torcedores

A Copa do Mundo de 2026 já começa a impactar o comportamento dos consumidores brasileiros e a orientar estratégias de empresas de diversos setores. Um levantamento realizado pelo Instituto QualiBest mostra que o torneio tem potencial para fortalecer a reputação de marcas, estimular a intenção de compra e ampliar o engajamento do público antes mesmo do início da competição.
De acordo com a pesquisa, 94% dos entrevistados acreditam que empresas associadas à Copa do Mundo conquistam impacto positivo em sua imagem. Entre os principais atributos vinculados às marcas patrocinadoras estão modernidade (76%), confiabilidade (72%) e proximidade com o consumidor (70%).
O estudo também aponta reflexos diretos no consumo. Segundo os dados, 73% dos brasileiros afirmam que o patrocínio ao torneio aumenta o interesse em conhecer produtos e serviços das empresas envolvidas, enquanto 66% dizem que a associação à Copa eleva a intenção de compra.
Especialistas avaliam que a edição de 2026 deve intensificar uma dinâmica de consumo baseada em entretenimento, convivência social e experiências compartilhadas.
“O evento movimenta consumo, entretenimento, encontros sociais e experiências coletivas que começam antes mesmo do primeiro jogo. O público quer participar, interagir e viver o clima do torneio, seja em ativações, eventos temáticos ou ambientes compartilhados. Para as marcas, isso representa uma oportunidade importante de gerar conexão emocional, ampliar presença e impulsionar consumo ao longo de toda a competição”, afirma Robson Carlo, sócio-fundador da FutebolCard, plataforma de gestão de venda de ingressos em arenas esportivas.
O comportamento dos torcedores reforça essa tendência. A pesquisa mostra que 64% dos brasileiros pretendem assistir aos jogos em casa, enquanto 27% devem acompanhar as partidas na residência de amigos ou familiares, evidenciando o caráter coletivo do Mundial. Entre os hábitos mais associados ao período estão reunir a família para assistir aos confrontos (72%) e fazer churrasco (59%).
Além da experiência presencial, o levantamento revela que o público estará cada vez mais conectado durante os jogos. Enquanto acompanham as partidas, 47% dos entrevistados conversam sobre os lances pelo WhatsApp, 38% interagem com memes e conteúdos nas redes sociais e 30% acompanham estatísticas e informações em tempo real. Outros 29% afirmam que costumam pedir comida por aplicativos de delivery durante as transmissões.
Em média, cada brasileiro conectado realiza 2,6 atividades digitais simultaneamente enquanto assiste aos jogos, cenário que amplia a disputa pela atenção do consumidor entre marcas, plataformas e produtores de conteúdo.
Para o mercado, os resultados indicam que a disputa pela atenção do público durante a Copa do Mundo de 2026 ocorrerá de forma simultânea nos ambientes físico e digital. A expectativa é que marcas capazes de combinar experiências, entretenimento, promoções e interação em tempo real ampliem sua presença e engajamento ao longo da competição.
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