'Gritamos que estava sem corda', diz testemunha da morte de jovem em salto de rope jump
Testemunha desabafou sobre a prática de esportes radicais e apontou negligência por parte da empresa

Uma testemunha que presenciou a morte de uma jovem durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, neste sábado (13), deu detalhes sobre o ocorrido e fez um desabafo sobre a prática de esportes radicais.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 24 anos, morreu após ser lançada de uma altura de cerca de 35 metros sem que a corda de segurança, que deveria sustentá-la, estivesse presa. O caso aconteceu na Trilha da Ponte do Esqueleto.
Em um relato publicado nos stories do Instagram, Nayra Freitas afirmou que estava no local com o noivo e outras cerca de 50 pessoas. Segundo ela, algumas pessoas chegaram a tentar alertar os instrutores sobre a ausência da corda de segurança.
“Ali na hora gritamos, sim, que ela estava sem corda, mas a equipe estava com ela no local de onde ocorrem os saltos. Não sei se, devido aos barulhos (trem passando, caminhão na pista, muita gente falando), eles não ouviram”, relatou.
De acordo com Nayra, houve negligência por parte dos instrutores. “Não checaram o básico do salto: a corda”, afirmou. Ela também disse ter ficado “completamente abalada” após presenciar a cena.
Por fim, a testemunha refletiu sobre a busca por adrenalina em esportes radicais. “Quem gosta de aventura e adrenalina não está buscando a morte, mas uma maneira de se sentir vivo. Cada um busca experiências, busca aquilo que faz sentido. Para todos aqueles que iam saltar hoje, esse era o objetivo: a experiência, a sensação, a adrenalina”, escreveu.
“Meu noivo não saiu de casa hoje pela manhã para morrer, e a moça que foi jogada com certeza também não. No mais, desejo realmente, do fundo do coração, que a Justiça seja feita. Desejo que a família consiga ficar bem de alguma forma”, completou.
O caso
De acordo com a PM, ela participava da atividade acompanhada por instrutores. No momento do salto, os equipamentos de segurança não teriam sido fixados corretamente, o que resultou na queda e, consequentemente, na morte da jovem.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que Maria Eduarda é acompanhada por funcionários até a plataforma de salto. Quando ela é lançada, é possível ouvir gritos de pessoas que acompanhavam a atividade.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também esteve no local e constatou o óbito por politraumatismo.
De acordo com o g1, os dois homens que trabalhavam na plataforma fugiram após o acidente e foram localizados com o auxílio do helicóptero Águia, que realizou buscas em uma área de mata. Ao todo, seis pessoas foram presas.
André Viana é jornalista, formado pela PUC-MG. Já trabalhou como redator e revisor de textos, produtor de pautas e conteúdos para rádio e TV, social media, além de uma temporada no marketing.
