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Conta de luz continua mais cara pesa no bolso e força mudanças na rotina dos brasileiros

Consumidores seguem pagando adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh; moradores dizem que saída é economizar

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Conta de luz continua mais cara pesa no bolso e força mudanças na rotina dos brasileiros
Imagem ilustrativa • Canva/ Reprodução

O sistema de bandeiras tarifárias é utilizado para refletir o custo de geração de energia no país. Quando a produção fica mais cara, principalmente em razão das condições dos reservatórios e do acionamento de usinas mais onerosas, os consumidores passam a pagar um valor extra na conta. Nas ruas, a manutenção da bandeira amarela foi recebida com preocupação. Muitos consumidores afirmam que já precisaram mudar hábitos para tentar reduzir o consumo de energia.

O aposentado Walter Martins da Silva diz que a conta de luz tem apertado o orçamento. "Está um pouco apertado. Quanto mais o brasileiro se esforça, mais difícil fica. As contas só aumentam. Tem imposto, bandeira tarifária... Está cada vez mais difícil."

A jornalista aposentada Ângela Maria Pentar Guir conta que a estratégia tem sido reduzir o tempo de banho e evitar desperdícios. "Estou tentando usar menos o chuveiro. A geladeira é um dos equipamentos que mais consomem energia. A gente economiza porque sabe que a conta não vai diminuir."

Para o artista Cirlan Monteiro, a alternativa tem sido trabalhar mais para conseguir arcar com as despesas. "A conta está aumentando bastante. A gente até fica pensando se gastou mais ou se foi a tarifa. Tento economizar, mas está complicado."

Já a cuidadora Flaviana Lopes Ferreira afirma que precisou rever a rotina da casa. "Não dá para ligar a máquina de lavar toda hora nem usar muito o secador de cabelo. Tem que economizar bastante. Com criança pequena em casa, pesa demais."

Bandeiras podem pesar ainda mais

Apesar do custo extra, a bandeira amarela ainda representa um impacto menor do que as bandeiras vermelhas. Na bandeira vermelha patamar 1, o adicional é de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. Já na bandeira vermelha patamar 2, o acréscimo sobe para R$ 7,87 a cada 100 kWh.

A situação mais favorável para os consumidores é a bandeira verde, quando não há cobrança adicional na conta de energia. No entanto, até o momento, não há previsão de retorno a esse patamar.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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