Carro de aplicativo, leilão ou antigo: O que muda ao contratar seguro?
Uso comercial, histórico de leilão e idade do veículo mudam a aceitação, o preço e o valor da indenização no seguro auto; veja o que declarar na contratação, quais coberturas pesam mais em cada caso e como a Loovi atende motoristas que o mercado tradicional costuma recusar

Carros de aplicativo, veículos de leilão e carros antigos são justamente os perfis que mais encontram portas fechadas no seguro auto tradicional. Em cada caso, o que muda é diferente. No carro de aplicativo, o ponto central é o uso comercial, que precisa ser declarado e costuma encarecer a apólice. No carro de leilão, o histórico do veículo pode levar à recusa ou a uma indenização menor em caso de perda total. No carro antigo, a idade limita a aceitação em muitas seguradoras e torna a franquia mais pesada em relação ao valor do carro.
Para o motorista, a regra é a mesma nos três cenários: Declarar a situação real na contratação e conferir no contrato como ela afeta o preço, as coberturas e o valor da indenização. Omitir o uso comercial ou a origem de leilão pode levar à negativa de um sinistro.
A Loovi é uma insurtech e comercializa planos da LTI Seguros S.A., seguradora autorizada pela SUSEP. Na Loovi, o preço parte do valor do carro na Tabela FIPE, sem análise do perfil de quem dirige, e a empresa aceita os três perfis tratados neste texto.
Por que esses carros têm regras diferentes no seguro?
O preço e as condições de um seguro refletem o risco que a seguradora assume. Carros de aplicativo, de leilão e antigos mudam esse cálculo por motivos distintos:
- Carro de aplicativo: Roda muito mais quilômetros por mês, circula em horários variados e transporta passageiros, o que aumenta a exposição a acidentes
- Carro de leilão: Pode ter passado por sinistro, recuperação de roubo ou reparos estruturais, o que dificulta avaliar o estado real do veículo
- Carro antigo: Tem peças mais difíceis de encontrar, valor de mercado menor e, em muitos casos, menos itens de segurança
No modelo tradicional, essa diferença de risco costuma virar recusa ou preço alto. Na prática, isso deixa sem proteção boa parte de quem mais depende do carro. Na Loovi, 82% dos segurados nunca haviam contratado seguro antes.
O que muda no seguro para carro de aplicativo?
Quem trabalha com transporte de passageiros por aplicativo usa o carro como ferramenta de trabalho. Isso muda a contratação em quatro pontos.
1. O uso comercial precisa ser declarado
É a regra mais importante. O seguro é calculado a partir das informações dadas na contratação, e declarar uso particular para um carro que roda em aplicativo é uma informação incorreta. Em caso de sinistro, a seguradora pode recusar a indenização se constatar que o uso real era diferente do declarado.
Isso vale também para quem começou a trabalhar com aplicativo depois de contratar o seguro. A mudança de uso precisa ser comunicada durante a vigência.
2. O preço costuma ser diferente
No mercado tradicional, o uso comercial costuma gerar um adicional no preço ou exigir um produto específico. Algumas seguradoras simplesmente não aceitam carros de aplicativo.
Na Loovi, motoristas de aplicativo, táxis e carros a GNV não pagam adicional pelo uso comercial e têm referência de 100% da FIPE na indenização em perda total ou roubo sem recuperação. Os planos partem de R$ 99,90 por mês + taxa única de adesão (R$ 299,90), e o valor final depende do carro e do plano escolhido.
3. Carro reserva pesa mais na decisão
Para quem vive do carro, cada dia na oficina é um dia sem renda. Por isso, a cobertura de carro reserva tende a ser mais importante para motoristas de aplicativo do que para quem usa o carro só no fim de semana.
Na Loovi, o carro reserva está nos planos Completo e Completo + Vidros. Alguns pontos merecem atenção:
- Carência: Após a contratação ou a inclusão do serviço, é preciso aguardar 30 dias corridos para usar o benefício
- Liberação: Em dano parcial, o carro reserva é liberado após a vistoria, o orçamento e a autorização do reparo
- Valor do conserto: Não há carro reserva quando o orçamento do reparo é menor que a franquia
- Modalidade: O benefício pode ser um carro de locadora parceira, de categoria popular, ou um voucher de transporte por aplicativo, conforme o plano
4. Passageiros e terceiros precisam de proteção
Quem transporta passageiros assume uma responsabilidade maior. Duas coberturas merecem atenção:
- Danos a terceiros: Cobre danos materiais e corporais causados a outras pessoas em um acidente. Na Loovi, o limite é de até R$ 100 mil
- Acidentes Pessoais de Passageiros (APP): Cobre morte, invalidez permanente e despesas médicas e hospitalares dos ocupantes do veículo, incluindo o condutor, em caso de acidente de trânsito. Na Loovi, os limites são de R$ 10 mil e R$ 3 mil por passageiro
A cobertura de APP vale do momento em que o passageiro entra no carro até a saída e é limitada à lotação oficial do veículo. Transportar mais pessoas do que o permitido
A assistência 24h é suficiente para quem roda muito?
Quem roda o dia todo tende a acionar mais a assistência. Por isso, vale conferir os limites antes de contratar. Na Loovi, são até 4 reboques por ano, com até 400 km por acionamento, e os acionamentos não usados não se acumulam para o ano seguinte.
O que muda no seguro para carro de leilão?
Comprar um carro em leilão pode sair mais barato, mas o histórico do veículo pesa no seguro. Carros de leilão podem vir de sinistros com perda parcial ou total, de recuperação após roubo, de frotas de empresas ou de financiamentos não pagos. Para a seguradora, nem sempre é possível saber quais reparos o carro recebeu.
Muitas seguradoras recusam ou restringem
No mercado tradicional, é comum que carros com registro de leilão sejam recusados ou aceitos com restrições. Quando aceitos, é frequente que a indenização em perda total seja calculada sobre um percentual da Tabela FIPE, e não sobre o valor cheio.
Na Loovi, a indenização é de 70% da FIPE
A Loovi aceita carros de leilão. Em caso de perda total ou roubo sem recuperação, a indenização para veículos de leilão é de 70% da FIPE, e não de 100%. A mesma regra vale para carros modificados e blindados.
Na prática, para um carro de leilão com valor de R$ 50 mil na FIPE, a indenização em perda total seria de R$ 35 mil. Esse percentual já está previsto em contrato, e conhecê-lo antes evita a sensação de que o seguro pagou menos do que deveria.
Declarar a origem de leilão é obrigatório
Assim como no uso comercial, omitir que o carro veio de leilão é uma informação incorreta que pode levar à negativa do sinistro. O histórico costuma aparecer em consultas ao documento do veículo e na vistoria, então a omissão tende a ser identificada justamente quando o segurado mais precisa da indenização.
O que conferir antes de comprar um carro de leilão
- Motivo do leilão: Se o carro veio de sinistro, de recuperação de roubo, de frota ou de financiamento
- Classificação do dano: Veículos com dano de grande monta não podem voltar a circular
- Documentação: Se o carro está regularizado para circulação e transferência
- Laudo de vistoria: Uma avaliação técnica ajuda a identificar reparos estruturais
- Cotação do seguro antes da compra: Saber o preço e o percentual de indenização ajuda a calcular se o desconto do leilão compensa
O que muda no seguro para carro antigo?
Carro antigo, neste contexto, é o veículo com mais tempo de uso, e não necessariamente o carro de coleção. Muitas seguradoras limitam a aceitação a carros com até 10, 15 ou 20 anos de fabricação, o que deixa sem opção quem tem um carro mais velho em bom estado.
A Loovi aceita carros fabricados a partir de 1986
Na Loovi, são aceitos carros fabricados a partir de 1986, além de elétricos, a GNV, de leilão, modificados e blindados. Como o preço é calculado a partir do valor do carro na Tabela FIPE, um carro mais antigo, com valor de mercado menor, tende a ter uma mensalidade compatível com esse valor. A aceitação passa pelos critérios avaliados na vistoria.
O valor de referência do seu carro pode ser consultado no site da FIPE.
A franquia pesa mais em carros de menor valor
A franquia é a parte do conserto que o segurado paga em uma perda parcial. Na Loovi, ela é de 5% da FIPE para carros de passeio, com mínimo de R$ 2.500. Em carros de valor mais baixo, o valor mínimo é o que vale na prática. Para um carro de R$ 25 mil na FIPE, 5% seria R$ 1.250, mas a franquia aplicada é de R$ 2.500.
Isso significa que consertos pequenos tendem a sair do próprio bolso, e o seguro faz mais diferença nos eventos graves, como roubo, furto, perda total e danos a terceiros. Em perda total e roubo sem recuperação, não há franquia.
A perda total chega mais cedo
No seguro auto, a perda total é caracterizada quando o custo do conserto atinge ou ultrapassa 70% do valor segurado. Em carros antigos, com valor de mercado menor, uma batida de média gravidade pode chegar a esse limite com mais facilidade. Nesse caso, em vez do conserto, o segurado recebe a indenização integral pela Tabela FIPE.
Peças e oficinas podem levar mais tempo
Em carros fora de linha, a reposição de peças pode demorar. Para quem depende do carro, isso reforça a importância do carro reserva e de conferir no contrato como funciona o reparo quando a peça não está disponível.
O que vale para os três casos?
Seja qual for o perfil do carro, alguns cuidados ajudam a evitar problemas:
- Declare a situação real: Uso comercial, origem de leilão, modificações e equipamentos instalados
- Confira o percentual da FIPE: Se a indenização em perda total é de 100% ou de 70% da tabela
- Calcule a franquia em reais: Não só o percentual, mas o valor mínimo
- Avalie o carro reserva: Especialmente se o carro é fonte de renda
- Verifique os limites da assistência: Número de acionamentos e quilometragem do guincho
- Mantenha documentos em dia: CNH e licenciamento válidos são exigidos em coberturas como a de terceiros
- Confirme a seguradora na SUSEP: O nome da seguradora responsável deve constar do contrato. A consulta pode ser feita no site da SUSEP.
Como contratar na Loovi para esses perfis?
A contratação é digital e segue o mesmo caminho para os três perfis:
- Cotação: Pelo site ou WhatsApp, sem questionário de perfil do condutor
- Escolha do plano: Entre Básico, Completo e Completo + Vidros
- Declaração do uso e do veículo: Informar se o carro é usado em aplicativo e se é de leilão, modificado ou blindado
- Contratação: Em cerca de 5 minutos
- Vistoria: Por fotos no aplicativo, em 5 a 15 minutos
- Início da proteção: Assim que a vistoria é aprovada
O atendimento também está disponível pelo telefone 4000-1762, com canal de acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva.
Carros de aplicativo, de leilão e antigos têm regras próprias no seguro automotivo. No carro de aplicativo, o uso comercial precisa ser declarado e coberturas como carro reserva, danos a terceiros e APP ganham peso. No carro de leilão, a origem deve ser informada e a indenização em perda total costuma ser menor, de 70% da FIPE na Loovi. No carro antigo, a aceitação é mais restrita no mercado e a franquia mínima pesa mais. Em todos os casos, declarar a situação real e conferir o contrato é o que garante que a proteção funcione quando for preciso.
FAQ - Perguntas frequentes
Carro de aplicativo precisa de seguro específico?
Precisa ter o uso comercial declarado. No mercado tradicional, isso costuma gerar adicional ou exigir um produto específico. Na Loovi, motoristas de aplicativo não pagam adicional pelo uso comercial e têm referência de 100% da FIPE na indenização em perda total ou roubo sem recuperação.
O que acontece se eu não declarar que uso o carro em aplicativo?
A informação incorreta pode levar à recusa da indenização em caso de sinistro. O uso real do carro precisa constar do contrato, inclusive se a atividade começou depois da contratação.
Carro de leilão tem seguro?
Muitas seguradoras recusam ou restringem. A Loovi aceita carros de leilão, com indenização de 70% da FIPE em perda total ou roubo sem recuperação. A mesma regra vale para carros modificados e blindados.
Qual o carro mais antigo que a Loovi aceita?
A Loovi aceita carros fabricados a partir de 1986, além de elétricos, a GNV, de leilão, modificados e blindados. A aceitação passa pelos critérios avaliados na vistoria.
Vale a pena fazer seguro de carro antigo?
Depende do uso e do valor do carro. Como a franquia mínima na Loovi é de R$ 2.500, consertos pequenos tendem a sair do bolso, mas o seguro protege nos eventos mais graves, como roubo, furto, perda total e danos a terceiros, que podem custar muito mais do que o próprio carro.
A Loovi é uma seguradora?
Não. A Loovi é uma insurtech e comercializa planos da LTI Seguros S.A., seguradora autorizada pela SUSEP.



